Um suposto telefonema. Um chamado na porta de casa no meio da madrugada e a cobrança de uma suposta dívida com o tráfico de drogas. Três tiros e a morte. Foi assim que Franciel dos Santos Cardoso, 21 anos, foi assassinado na madrugada desta sexta-feira (18), por volta de 2h15, na rua da Alegria, bairro do São João, em Outeiro, Distrito de Icoaraci, em Belém. Segundo a polícia, ele era envolvido com o tráfico de drogas e pode ter sido morto em uma cobrança de dívidas com o crime.
A vítima ainda correu por pelo menos cem metros, na tentativa de fugir da morte, mas ele não resistiu aos graves ferimentos e caiu morto na calçada de uma residência, na esquina da avenida N Sra da Conceição.
PISTOLA PONTO 40
Duas cápsulas de pistola Ponto 40 foram encontradas na frente da vila de kitnets, local onde ele morava e onde recebeu os tiros. Conforme testemunhas, dois homens em uma motocicleta, inclusive o piloto trajava um uniforme de mototaxista, chamaram Franciel na porta da casa e após uma breve conversa, os tiros foram desferidos.
“BRUNA”
De acordo com o cabo PM Campos, da viatura 9337, da 4ª Companhia (Cia) / 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), antes de receber a “visita”, a vítima teria recebido um telefonema no meio da madrugada de uma mulher de prenome “Bruna”.
“Testemunhas contaram que ele recebeu uma ligação de uma mulher chamada ‘Bruna’. A ligação seria só para saber se ele estava mesmo em casa. Momentos depois os dois homens na motocicleta chegaram na frente da vila, onde tem dois kitnets. Ele saiu, deixou uma namorada lá dentro do quarto, conversou com os criminosos e levou os tiros”, disse.
A namorada dele não foi encontrada para conversar sobre o caso. Segundo o policial, após o crime ela saiu do kitnet e fugiu. Durante a madrugada de ontem a polícia não obteve informações sobre o paradeiro dela.
TRÁFICO DE DROGAS
O policial declarou que Franciel seria envolvido com o tráfico de drogas e pode ter sido vítima de um acerto de contas. Ele já teria sido preso pelo crime.
“Ele já foi preso por envolvimento com o tráfico de drogas e segundo uma testemunha, ele pegava a droga, vendia, mas não pagava o dono do entorpecente. Gastava o dinheiro em festas e provavelmente vieram cobrar a dívida”, concluiu.
Uma equipe de plantão da Divisão de Homicídios (DH), comandados pela delegada Maria Cristina Esteves, foi acionada para o local do assassinato, onde os investigadores coletaram informações que pudessem auxiliar na elucidação do caso.
Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fizeram o levantamento de local de crime, coletando indícios e evidências na cena do homicídio. Conforme a perícia realizada, somente um dos três tiros disparados atingiu o peito de Franciel.
O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para a necropsia. Até o final da madrugada de ontem, a polícia não havia localizado e nem identificado nenhum dos suspeitos do crime.
(Diário do Pará)
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