Desaparecida desde a madrugada deste sábado (9), foi encontrada morta no segundo andar de uma casa de madeira na rua dom Pedro II no bairro da Pratinha em Belém, o corpo da garota de programa Maria Lucilene da Costa, de 26 anos, que segundo amigas também era viciada em drogas.
O cenário de horror encontrado pelo sargento Jefferson da viatura 9350 do 10º Batalhão indicava a princípio um possível suicídio. Pendurada no caibro de madeira da casa estava o corpo de Maria Lucilene da Costa com um fio elétrico passado pelo pescoço.
Peritos do Instituto de Criminalística e policiais civis da Divisão de Homicídios ao chegarem no local do crime encontraram evidências claras que ali pode ter ocorrido um crime de homicídio. Eles passaram mais de duas horas coletando provas e lacraram o imóvel para continuar a perícia no dia seguinte.
Com exclusividade o DIÁRIO teve acesso ao quarto onde a vítima possivelmente foi morta e houve a simulação do suicídio. Na cama onde Lucilene, que era conhecida como “Neném”, costumava levar seus clientes muitas evidências apontavam a presença de um homem ou mais no local.
Amigas que frequentavam os mesmos locais que “Neném” disseram que ela foi vista com vida na madrugada deste sábado (9) depois de frequentar um bar na avenida Arthur Bernardes. A vítima não quis beber e depois se juntou a um homem e saíram para o casa dela na passagem Dom Pedro II na Pratinha.
Em seguida ela saiu da casa e na rua pediu R$20,00 emprestado para uma amiga com intuito de comprar drogas, mas não estava mais acompanhada do homem que levara para casa. “Desde esta hora não vimos mais ela”, disse a amiga.
A Divisão de Homicídios ouviu outros relatos. Uma amiga de “Neném” disse ao delegado Eduardo Rollo que ela andava muito deprimida nestes últimos dias. Ela morava na casa com um casal que desapareceu do local. Segundo informações o casal trabalhava a noite e a casa servia para que “Neném” levasse seus clientes em geral marítimos que chegam aos portos ao longo da Arthur Bernardes.
Um detalhe chamou atenção dos policiais civis da Divisão de Homicídios. O aparelho de celular, companheiro inseparável da vítima, desapareceu e uma das amigas tentou o contato atendendo um homem dizendo que não conhecia a vítima e que tinha comprado o aparelho.
Dezenas de pessoas se aglomeraram em frente ao barraco localizado em uma rua de difícil acesso e considerado pelos moradores como “área de risco” com intenso tráfico de drogas e esconderijo de assaltantes. O corpo foi removido para o IML e a perícia voltou neste domingo (10) para continuar levantando evidências que apontem para o crime de homicídio.
(Diário do Pará)
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