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POLÍCIA

Homem é morto com tiros e facadas no Jurunas

As constantes ameaças de morte, as possíveis dívidas com tráfico de drogas, o passado com envolvimento em diversos assaltos e a suposta facada que teria dado em um detento na Colônia Agrícola Heleno Fragoso. Uma dessas pode ter sido, segundo a família e a

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As constantes ameaças de morte, as possíveis dívidas com tráfico de drogas, o passado com envolvimento em diversos assaltos e a suposta facada que teria dado em um detento na Colônia Agrícola Heleno Fragoso. Uma dessas pode ter sido, segundo a família e a polícia, a motivação da execução de Junior França de Oliveira, mais conhecido como “Pimpolho”, de 33 anos, cruelmente assassinado com sete tiros e duas facadas no peito. O crime foi no início da madrugada de ontem, na Passagem Moraes, bairro do Jurunas, em Belém.

Apesar da quantidade de disparos, os moradores do local preferiram não fornecer informações à polícia sobre as circunstâncias do crime. Questionados sobre o caso, eles se limitavam a dizer “não vi nada” ou “só escutei os tiros”.

A Polícia Militar (PM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações (Ciop 190), informados sobre um homem vítima de baleamento. A guarnição da viatura 9406, comandada pelo cabo Prist com o apoio do soldado Hugo, da 2ª Companhia (Cia), pertencente ao 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), colheu as primeiras informações sobre o caso.

“Fomos informados pelo Ciop que a vítima já estava morta no local. Um suspeito de ter cometido o crime foi identificado pelo prenome de ‘Bruno’, mas ainda não foi localizado. Ainda não sabemos se ele foi encurralado nesta passagem ou se os criminosos estavam de moto, de carro ou a pé. Ninguém aqui quis dar informações, mas ele pode ter sido morto por dívidas com o tráfico ou por conta de divisão de roubo entre bandidos”, disse o cabo Prist.

Até o final da madrugada de ontem a polícia ainda não disponibilizava de informações sobre o paradeiro do suspeito, que também seria envolvido em assaltos e tráfico de drogas.

MARCADO PARA MORRER

Conforme informações da mãe dele, Laura França, ele já era ameaçado de morte dentro da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, onde respondia por crime de assalto. Segundo ela, “Pimpolho” fugiu do local por conta destas ameaças, mas o plano não deu certo. Ele acabou sendo morto fora da cadeia.

“O meu filho era envolvido em assaltos, era viciado e era foragido da Colônia Agrícola Heleno Fragoso. Mas ele fugiu porque esfaqueou um detento lá dentro durante uma briga. Acredito que quem o matou recebeu ordens lá de dentro da cadeia ou então foi por outro motivo que ainda não sei”, declarou.

Questionada sobre ter conhecimento a respeito do principal suspeito identificado pelo prenome de “Bruno”, ela afirmou não saber de quem se trata. “Não conheço esse ‘Bruno’ que estão falando para a polícia. Tem tantos ‘Brunos’ por aí... Não sei quem pode ter feito isso com o meu filho. Ninguém falou nada para mim”, finalizou.

TIROS E FACADAS

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram acionados para o local do assassinato. Segundo o perito criminal Vamilton Albuquerque, Junior “foi atingido com dois golpes de faca no tórax, além de sete tiros espalhados pela cabeça, costas e braços”.

A delegada Maria Cristina Esteves, da Divisão de Homicídios (DH), declarou que o crime foi uma execução, mas as evidências coletadas no local do assassinato ainda serão investigadas.

“De acordo com as informações concluídas pelos peritos o caso foi uma execução. Vamos trabalhar com as declarações que coletamos na cena do crime, assim como o prenome do suspeito, e investigá-las para desvendar o caso”, explicou.

Depois da perícia no local, o corpo de Junior França de Oliveira foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).

(Diário do Pará)

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