Entre os três desaparecidos do naufrágio do Arquipélado do Marajó, estão Waldirene Macedo Pantoja, 28 anos, e seu filho Denilson Santos dos Santos, uma criança de um ano e oito meses. Eles teriam embarcado na comunidade do Ganhoão e ainda não foram localizados.
Carros e embarcações voluntárias começaram na manhã deste sábado (20) a realizar o translado dos corpos dos 13 mortos para seus destinos de sepultamento. Quatro dos corpos foram trazidos a Belém.
As equipes continuam as buscas no rio Arari com o auxilio de voadeiras e barcos pequenos. José Joaquim de Oliveira, 48 anos, era um dos que estavam com o nome na lista de desaparecidos, porém foi encontrado vivo na cidade de Cachoeira do Arari.
Ontem (19), no final do dia, o delegado Dilermando Dantas Junior, diretor da Delegacia Fluvial, decidiu dar voz de prisão ao comandante e proprietário da embarcação Luiz Acácio da Silva Lima. “Ele assumiu a responsabilidade pelo o que ocorreu quando permitiu que sua embarcação navegasse com um numero de passageiros muito a cima da capacidade", disse o delegado.
O Leão do Norte foi içado antes do cair da noite e, com o auxilio de algumas bombas, a água foi retirada de seu interior, o que permitiu que a embarcação flutuasse e fosse rebocada, já durante a noite, para ao trapiche da cidade.
O Governo do Estado disponibilizou suas estruturas para auxiliar as famílias e as prefeituras de Cachoeira do Arari e Chaves uniram forças no atendimento às necessidades emergenciais.
As vítimas fatais do naufrágio que já foram identificadas são: Josias Figueiredo Araújo e Kezia Luzia Figueiredo Araújo, menores de 6 e 4 anos; as crianças Thaissa Monteiro Figueiredo, 10 anos, e Rayana Martins do Nascimento, 6 anos; Fernanda Abreu Pereira, que estava grávida de 3 meses; Lisana Ribeiro dos Santos; Odeth Nogueira Rocha; Antonio Coimbra Bonifacio; Miqueias Bonifacio Martins; Raimundo Everaldo S. Lima; Wlisses de Almeida Neves e Maria da Luz do Carmo.
(DOL, com informações do repórter Dário Pedrosa)
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