Andar pela calçada já não é sinônimo de segurança. Uma idosa que transitava pela calçada da WE 72, no Coqueiro, em Ananindeua, foi atropelada na manhã de ontem e morreu na hora. Nazilda Moura Pereira, 64 anos, foi atingida por um Idea dirigido pela bioquímica Carmem Terezinha da Silva, que atropelou a idosa e a irmã dela, Ester Teixeira de Moura, 46 anos, em frente à Unidade Hospitalar de Atendimento da Cidade Nova VI. Carmem tem menos de um ano de habilitada para dirigir.
Com o impacto, Nazilda acabou projetada de encontro ao muro do hospital, morrendo instantaneamente.
O acidente aconteceu às 9h da sexta- feira (3). A condutora pagou fiança e foi liberada.
A motorista do veículo foi autuada em flagrante por homicídio culposo. A fiança foi arbitrada em 15 salários mínimos, o equivalente a mais de R$ 10 mil. “A guia foi encaminhada e ela deu ciência. Se ela não pagar até às 18h (de ontem) vai ficar à disposição do Sistema Penitenciário. Se pagar, vai responder em liberdade”, informou o delegado Adelino Serra, na tarde de ontem. O responsável pelo caso, que foi registrado na Seccional da Cidade Nova, declarou posteriormente que “o valor foi pago e a condutora foi liberada”.
De acordo com testemunhas, a bioquímica que trabalha na Unidade de Saúde da Cidade Nova VI, seguia para o trabalho, mas ao tentar entrar, não aguardou o ônibus sair do acesso à Unidade e atingiu as irmãs.
Como as vítimas residiam próximo do local do acidente, em poucos minutos seus familiares chegaram desesperados.
O irmão das vítimas, Eudes Teixeira, foi quem compareceu na Seccional Cidade Nova, exigindo que médica fosse enquadrada por dolo eventual (quando, com o procedimento, a pessoa assume riscos de produzir um evento criminoso), pois ela ia entrar no hospital e deveria estar em baixa velocidade e com todo o cuidado com pedestres.
“A minha mãe estava na calçada, transitando. A médica, que não queria esperar o ônibus passar, a atingiu”, desabafou a filha da vítima. “A médica não podia perder um minuto por que o tempo dela é demasiado precioso, mas ela tirou a vida da minha mãe por não ter esperado o ônibus passar. A assassina buscou a minha mãe na calçada”.
O Instituto Médico Legal (IML) foi chamado para fazer a remoção do corpo. Agentes de trânsito organizaram o tráfego no local. Ester Teixeira de Moura foi encaminhada para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela passou por cirurgia no tornozelo e está em situação estável.
O caso foi registrado na Seccional da Cidade Nova. A acusada foi autuada em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e vai responder em liberdade. A condutora do veículo, Carmem Terezinha não quis falar com a imprensa.
(Diário do Pará)
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