A equipe de investigadores da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, comandada pela delegada Bruna Paollucci Tarallo, prendeu, na manhã desta quarta-feira, o suspeito de ser falso médico Valdemir Pereira Alves.
Valdemir teria sido flagrado dentro de uma casa, na rua Pedro Marinho, bairro Amapá, com alguns medicamentos e cadernos de anotações de supostos pacientes.
Na verdade, os investigadores levantavam informações a respeito de uma pessoa que exercia a profissão de médico ilegalmente e estaria emitindo receitas aos incautos pacientes.
Quando a equipe chegou até o local se deparou com o suspeito atendendo uma paciente e na casa havia vários frascos de remédios que seriam vendidos a estes pacientes.
Nada convencional. Para a imprensa, Valdemir Pereira disse que não consultava as pessoas, mas sim as orientava e para tanto ele usava o método de análise da íris, onde ele apontava o suposto mal que o paciente apresentava.
Na esteira desta consulta, ele aproveitava para vender os medicamentos fitoterápicos já que se intitulava terapeuta e não médico como a Polícia estava lhe imputando.
Os policiais apreenderam vários cadernos contendo relações de nomes de supostos pacientes que se consultavam com o suspeito, bem como os respectivos valores dos medicamentos.
Terapeuta ou falso médico, de certo é que o suspeito teria sido flagrado atendendo pacientes e vendendoremédios como mostram os cadernos com os valores e as receitas.
A polícia levanta ainda a possibilidade de um paciente, Sílvio Ferreira Cunha, ter morrido em Nova Ipixuna após ser submetido a tratamento fitoterápico.
A delegada Bruna Tarallo informou que o caso seria repassado ao delegado Rayrton Carneiro, plantonista e este iria analisar para ver qual capitulação penal melhor se adequava ao caso.
Valdemir pode ser autuado por exercício ilegal da medicina e até mesmo charlatanismo, uma vez que o medicamento que ele vendia aos pacientes, aparentemente não tem comprovação científica quanto à cura.
(Diário do Pará)
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