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POLÍCIA

400 jovens protestam contra violência

Aproximadamente 400 jovens do município de Igarapé-Miri foram às ruas, ontem, em protesto contra a violência, cada vez mais crescente, na cidade. Integrante do movimento batizado “Por um Igarapé Mirim melhor”, a professora e moradora do município,

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Aproximadamente 400 jovens do município de Igarapé-Miri foram às ruas, ontem, em protesto contra a violência, cada vez mais crescente, na cidade. Integrante do movimento batizado “Por um Igarapé Mirim melhor”, a professora e moradora do município, Fátima Lemos, contou que a iniciativa de expor para a sociedade sobre os problemas enfrentados pela população local em relação a violência, foi ideia da adolescente de 17 anos, Mayra Carolina, que utilizou uma rede social na internet, para convocar os jovens da cidade para uma passeata em protesto contra o assassinato do funcionário público Fábio Antunes, 29 anos, que foi morto a facadas à beira da estrada e em seguida teve sua moto roubada, no último sábado (12). “O passo inicial foi dado por Mayra, postando no face a ideia dos jovens da cidade, principais alvos da violência, realizarem o movimento que acabou ganhando força na internet ao ponto de juntarmos cerca de 400 jovens. Saímos às 7h30 da praça Perpétuo Socorro e andamos por todo o centro de Igarapé-Miri.” afirmou a professora.

A falta de segurança, segundo a professora, atinge toda a população que não tem mais liberdade de ficar na frente de suas casas. “Não temos mais nossa liberdade, está cada vez mais difícil conviver com tamanha violência”. Além dos jovens, membros de igrejas e professores também fizeram parte do movimento que acabou coincidindo com uma audiência pública da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), que acontecia no município, onde foi entregue uma carta de pedido de socorro para a assessoria da comissão. “Os jovens escreveram uma carta com diversas reivindicações e pedidos de socorro, entregue para a assessoria da comissão dos Direitos Humanos, com o objetivo de termos alguma resposta para o fim da violência. Somente no mês de julho, quatro jovens foram assassinado”. Contou Fátima Lemos.

(Diário do Pará)

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