Dados do Mapa da Violência, divulgados recentemente, revelam que o Brasil ocupa a sétima pior posição entre cem países pesquisados e analisados, ficando atrás apenas de países como El Salvador, Guatemala, Colômbia e Venezuela, que apresentam as mais altas taxas de mortes violentas. O estudo apontou Belém como a terceira cidade mais violenta do Brasil, e que a taxa de homicídios no Pará é alarmante se compararmos com a década de 90, levando em consideração que as mortes são de jovens na faixa etária de 15 a 25 anos e 90% tendo como pano de fundo o tráfico de drogas.
A taxa base, segundo o Mapa da Violência na região Norte, chegou a 8,1%, sendo que a taxa nacional girou em torno de 7,9% de crescimento e, nesse contexto, o Pará apresenta taxas de crescimento em homicídios e que trazem grande preocupação para a população.
O estudo que é divulgado a cada dois anos mostra que depois de uma década de crescimento das taxas de homicídios no Pará, o estado continua na crista da onda. Ao compararmos os seis primeiros meses de 2013, em que ocorreram, segundo dados do Sindicato dos Policiais Civis do Pará, 1.911 homicídios e latrocínios, com os seis primeiros meses de 2014, quando houve 1.946 mortes violentas, concluímos o aumento da violência. Ressaltando que nesse levantamento apenas estão contabilizados os homicídios e latrocínios.
O Mapa da Violência 2013 divulgou que as mortes apenas por arma de fogo foram alarmantes em todo país. Em 2010 cerca de 36.792 pessoas foram assassinadas a tiros sendo que este número é superior aos dados coletados em 2009 que somaram 36.624 mortes por arma de fogo.
Entre os estados da federação que apresentaram as mais altas taxas de homicídios estão Alagoas com 55,3 por cada 100 mil habitantes, Espírito Santo com 39,4, Pará com 34,6, Bahia com 34,4 e Paraíba com 32,8 se verificando que estes Estados estão entre os cinco que mais sofreram com aumento da criminalidade.
As ocorrências de homicídios são preocupantes e o que antes era “privilégio” apenas da região metropolitana de Belém, agora se alastra por todo o interior paraense, com uma média de dez homicídios por dia de norte a sul de leste a oeste do Pará.
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(Diário do Pará)
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