No início da tarde da última terça-feira (19), o médico endoscopista Antônio Cerejo foi baleado no braço após ser abordado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Ele foi vítima do crime conhecido como “saidinha bancária”, que foi praticado ao lado da Basílica Santuário de Nazaré, no bairro de Nazaré.
A PM informou que, segundo testemunhas, o médico retornava de uma agência bancária com uma certa quantia em dinheiro quando foi surpreendido pelos assaltantes. Baleado, o médico foi socorrido por populares e levado para a Clínica dos Acidentados. A facilidade com que este crime é praticado gera um alerta para cuidados que a população deve ter ao deixar as agências bancárias com somas altas.
Além do assalto ao médico Antônio Cerejo, pelo menos quatro casos de “saidinha bancária” já foram registrados apenas neste mês na Região Metropolitana de Belém (RMB). Um no bairro do Tapanã, um no Telégrafo, um em São Brás e outro no bairro do Umarizal. As informações são da Polícia Militar.
De acordo com o coronel PM Marinho, esse tipo de crime ocorre pela falta de implantação de um sistema de segurança mais eficaz dentro das agências bancárias. “A Federação dos Bancos deve investir mais na segurança dentro das agências bancárias. Devem ser instalados biombos na frente dos caixas eletrônicos para que quem esteja na fila não tenha acesso a quem estiver utilizando o caixa”, explica.
O coronel Marinho alerta para o risco de as pessoas saírem dos bancos com altas quantias de dinheiro. “Existem várias maneiras para se evitar sair do banco com dinheiro, como transferências bancárias. Se for mesmo necessário que a pessoa saia do banco com uma alta quantia, ela pode solicitar uma segurança na própria agência e até mesmo informar à polícia para garantir”, explica.
Cerca de 90% das agências bancárias da RMB não possuem biombos, uma divisória de proteção dos caixas eletrônicos. Outro ponto combatido pelo coronel é o uso do celular dentro das agências. Segundo ele, essa prática facilita as ações criminosas como a “saidinha bancária”.
“É proibido usar telefone dentro das agências bancárias. Isso não é respeitado. Também é necessário que seja verificado o que as pessoas fazem dentro das agências. Os idosos muitas vezes são enganados por pessoas que oferecem ajuda, mas que, na verdade, são criminosas”, afirma.
A Polícia Militar informa ainda que algumas viaturas são deslocadas especificamente para fazer rondas em torno das redes bancárias da RMB. “Já evitamos saidinhas bancárias quando pessoas perceberam atitudes suspeitas, nos ligaram e a viatura foi até os locais”, garante.
(Diário do Pará)
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