Quatro mães de detentas do Centro de Reabilitação Feminina (CRF), em Ananindeua, denunciaram à Defensoria Pública do Pará uma série de abusos cometidos após a rebelião ocorrida na casa penal, no último dia 31 de março.
Em reunião com a defensora Felícia Fiuza, na tarde desta terça-feira (7), as mães contaram que uma das custodiadas teve os cabelos cortados por facas após o motim. Há uma denúncia também de uma mulher que estava grávida e foi agredida fisicamente por agentes penitenciários.
Além das agressões, as mães também contam que os objetos pessoais levados durante as visitas, como ventiladores e lençóis, foram confiscados.
A defensora pública afirmou que um relatório coletivo irá apurar todas as denúncias formuladas pelo grupo de mães. “Enviamos também ainda hoje ofício para o CRF de Ananindeua, cobrando explicações sobre o informado”, disse.
Na tarde de ontem (6), entidades jurídicas e de defesa dos Direitos Humanos discutiram a situação das internas daquela unidade.
(DOL com informações da Defensoria Pública)
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