As fugas ocorridas no Presídio Estadual Metropolitano de Marituba (PEM III) em menos de 24h podem ter sido facilitadas pelas obras físicas na unidade carcerária. A informação é da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Pará (OAB/PA), que realizou inspeção recentemente nas diversas unidades prisionais da Região Metropolitana de Belém.
Segundo a coordenadora da comissão de inspeção e ouvidora da OAB/PA, Ivanilda Pontes, na época da vistoria a comissão observou diversos problemas na estrutura do presídio. Entre eles, barras de ferro das celas destruídas, estrutura carcerária no formato de contêineres revestidos com ferro e aço totalmente inapropriados para o clima quente do estado, além de ratos, sujeira e vários presos com problema de pele devido à má conservação das celas. “Na última rebelião arrancaram até as portas, por isso a comissão exigiu da direção do presídio reformas no local”, informou a conselheira da OAB.
Atualmente, o presídio passava por obras, por isso não estava tão seguro, o que teria facilitado a escavação do túnel. Ivanilda informou que conversou com o diretor do PEM III, Carlos Roberto Garcia, após as rebeliões da última sexta-feira e ele informou que outros presos iam escapar caso a fuga não fosse logo descoberta. Muitos dos detentos teriam sido, inclusive, capturados na “boca” do túnel. “Devido às obras o local não estava totalmente seguro, mas é importante dizer que o diretor estava tentando melhorar a unidade”, ressalta.
O diretor do PEM III foi afastado do cargo e a Corregedoria da Susipe irá instaurar uma sindicância para investigar as circunstâncias da fuga. Em nota a Susipe informou que até o final da tarde do último sábado 10 fugitivos foram capturados e outros 34 internos permanecem foragidos. Os dois últimos capturados, Pablo Leonardo Costa dos Santos e Samuel dos Santos Lima foram presos pela PM no bairro Almir Gabriel, em Marituba, após denúncia anônima.
As buscas estão sendo realizadas pela Polícia Militar e a segurança do presídio é reforçada desde a última sexta-feira pelo Batalhão de Polícia Penitenciária da Polícia Militar e do Choque.
DENÚNCIA
A população pode repassar qualquer informação sobre os fugitivos pelo WhatsApp, através do número (91) 98814-1218, ou pelo Disque-Denúncia (181). O sigilo é garantido.
(Diário do Pará)
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