A prisão de Paulo Francisco Martins Costa e Matheus Eduardo Carvalho de Moraes, acusados de matar o universitário Lucas Silva da Costa, de 19 anos, no dia 23 de maio de 2015, foi mantida pelo juiz Flávio Sánchez Leão, da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares. A decisão interlocutória foi proferida na noite de quinta-feira (28). Os dois foram presos há uma semana, suspeitos de participação no crime de latrocínio.
No despacho judicial, o juiz afirma que em mais de um depoimento de estudantes que estavam presentes no interior do ônibus no momento do crime, dizem que reconheceram a dupla. Eles são testemunhas oculares do fato. O juiz ressalta ainda o depoimento de Brenda Vieira. Ela afirma que reconheceu com total firmeza e convicção, que Paulo estava com a arma de fogo e efetuou o disparo. A jovem também garantiu que Matheus foi a pessoa que entrou no ônibus e foi até o início do corredor para chamar o comparsa.
O juiz levou como base também o depoimento de Brenda Paris, namorada da vítima. No despacho é detalhado que a jovem foi conduzida até uma sala, que tem um vidro especial, para realizar o reconhecimento. Ela garantiu que Paulo Francisco Martins Costa, vulgo Paulinho, é um dos assaltantes que entrou no ônibus e atirou em Lucas. Brenda estava sentada ao lado de seu namorado e presenciou o crime.
A publicação no site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará diz ainda que quatro pessoas estavam na sala de reconhecimento, porém, as jovens, assim como outras testemunhas oculares, não titubearam na hora de reconhecer os autores do crime. O despacho do juiz garante que “tais reconhecimentos e depoimentos são indícios muito fortes de autoria que justificam tranquilamente a prisão preventiva que foi decretada”.
Por parte da defesa dos presos, existe a versão de que dois adolescentes, D. G. da S., de 17 anos, e D. da F. da S., de 14 anos, teriam confessado o crime para algumas pessoas e, por fim, teriam confessado a prática do crime para a autoridade policial. Porém, os adolescentes não foram colocados na sala de reconhecimento, para que as testemunhas oculares pudessem dar novas declarações. O juiz garante ainda que é suspeito o fato de que uma das testemunhas que teriam escutado a confissão dos adolescentes, ser prima de um dos presos.
O caso continua sendo investigado.
(DOL com informações do TJPA)
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