A universitária Victória Cristina Oliveira de Souza, 18 anos, pulou de um ônibus em movimento para escapar de um assalto dentro do veículo que fazia a linha Marex-Arsenal. Com a queda, a jovem sofreu fratura no braço esquerdo e uma lesão no olho esquerdo, sendo resgatada por uma equipe do Corpo de Bombeiros e conduzida ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, de acordo com informações de Márcia Cristina Oliveira de Souza, mãe da estudante. Ainda de acordo com Márcia Cristina, o caso aconteceu por volta do meio-dia de anteontem, quando a filha retornava para casa, na rua Amazonas, no conjunto CDP, no bairro de Val-de-Cans, em Belém. Ao passar pelo local, dois homens que não foram identificados anunciaram o assalto. “Minha filha disse que no ônibus estavam poucos passageiros. Os criminosos se aproveitaram da situação para assaltar, ainda mais que nesse trecho onde o crime aconteceu é deserto e favoreceu a ação deles”, disse Márcia Cristina. A dupla mandou que o motorista seguisse em velocidade baixa e obrigou os passageiros a ocuparem a parte de trás do veículo. Porém, a universitária Victória Cristina Oliveira de Souza, ao perceber que a porta traseira estava aberta, tentou escapar do assalto pulando do veículo em movimento. “Ela me disse que fez isso porque se desesperou e queria escapar dos assaltantes”, declarou a mãe da universitária. Ainda segundo Márcia Cristina, a jovem conseguiu se livrar dos criminosos, mas, devido ao impacto da queda no asfalto, sofreu uma fratura no braço esquerdo, uma lesão no olho esquerdo, além de outras escoriações pelo corpo. Ela foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros, que foi acionada por populares que testemunharam a cena. “Foi um risco. Ela poderia ter perdido a vida. Se não fosse em decorrência da queda, seria pelas mãos dos bandidos. Ainda bem que ela foi socorrida pelos bombeiros e já está salva aqui no hospital”, comemorou Márcia Cristina. O caso da universitária Victória Cristina Oliveira de Souza é apenas mais uma ocorrência de assalto a ônibus em Val-de-Cans, já que os rodoviários que trabalham naquele bairro afirmam que assaltos dentro dos coletivos têm sido frequentes. “A gente já encara essa situação como normal e acontece a qualquer hora do dia”, denuncia o motorista João Carlos. “Fiquei sabendo desse caso da jovem que pulou do ônibus para se salvar. Isso ocorreu numa rua que é isolada, solitária e onde não vemos a presença da polícia. Assim fica fácil para acontecerem assaltos”, declarou o cobrador Paulo Silva. Procurada, a assessoria de comunicação da Polícia Militar não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento dessa edição. (Diário do Pará) |
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