Estão presos Andreive Coelho Barros, 28, e Alan Oliveira da Silva, 30, suspeitos de integrarem a quadrilha que assaltou a agência do Banco do Brasil no município Porto de Moz, no Baixo Amazonas, no dia 07 de maio deste ano. Eles foram localizados na última quarta-feira (05) em Altamira, na Operação “Escudo Humano”, por policiais civis da Divisão de Repressão contra o Crime Organizado (DRCO).
De acordo com o delegado Nelson Pimentel, da DRCO, o bando formado por pelo menos sete pessoas atacou na modalidade “novo cangaçu” – momento em que os assaltantes encapuzados e uniformizados de militares das forças armadas chegam à cidade, rendem o segurança do banco, saqueiam o cofre, fazem reféns e fogem levando-os como escudo humano para evitar confronto. Na época, eles conseguiram roubar aproximadamente R$ 300 mil do banco.
“Com a análise das imagens das câmeras de segurança espalhadas pela cidade, depoimentos de testemunhas e reconhecimento dos suspeitos, fizemos a identificação e solicitação da prisão preventiva deles”, conta Pimentel. A prisão preventiva foi expedida há 20 dias pela juíza Ana Priscila, de Porto de Moz. Uma equipe de policiais da DRCO se deslocou até o município de Altamira e cumpriu os mandados.
Os dois suspeitos teriam sido encontrados em via pública. “Pelas imagens, eles seriam as pessoas que entraram na agência, fizeram reféns e roubaram o dinheiro”, acrescenta, sobre a participação dos dois suspeitos detidos.
Ainda segundo o delegado Nelson Pimentel, a evolução patrimonial de Alan está sendo investigada, assim como a do pai dele, Luiz Batista, que também foi detido por prisão temporária, pois a polícia quer saber a origem dos recursos financeiros que mantêm uma empresa cujo dono é ele, em Altamira. Além disso, a polícia continua investigando o envolvimento de outras pessoas na quadrilha do assalto ao banco.
Alan Oliveira da Silva e Andreive Coelho Barros negaram qualquer envolvimento no assalto ao Banco do Brasil de Porto de Moz. No entanto, Pimentel afirma que ambos “já foram presos por praticarem o mesmo crime, mesma modalidade, em Novo Repartimento”. A dupla foi transferida para a Central de Triagem de São Brás, em Belém.
(Diário do Pará)
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