Colegas de trabalho chegaram a falar, em depoimento, que Nedson Aleixo Lobo, morto com quatro tiros na cabeça na tarde de segunda-feira, 28, no conjunto Guajará I, em Ananindeua, poderia ser vítima de vingança, pois há algum tempo ele teria afrontado um homem que teria roubado o celular de sua namorada. Contudo, essa hipótese foi descartada pela própria namorada. “Ela descartou esta possibilidade. O homem que a roubou já está preso, mas devido a outros crimes”, falou o delegado Victor Manfrini, diretor da Seccional Urbana do Paar onde o caso foi registrado. Ainda segundo o policial civil, o caso será investigado pela Divisão de Homicídios.
INSEGURANÇA
Durante a manhã de ontem, diretores do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) se reuniram com o delegado Manfrini e comandos do 6º e 29º Batalhão de Polícia Militar para formalizar o pedido por mais segurança para os rodoviários, principalmente, nos finais de linhas de coletivos. Segundo Huelen Ferreira da Cunha, presidente do Sintram, no passado a categoria pressionou o governo do Estado e conseguiu uma audiência com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen.
A motivação foi ocasionada após a morte do também cobrador da linha Icuí-Guajárá, Jones Siqueira de 27 anos, em 24 de julho de 2014, após um assalto dentro do coletivo. “Naquela época pedimos câmeras de monitoramento e mais frequência de ronda policial no final das linhas e não cumpriram com o que prometeram. A ronda que tivemos foi só por um mês e depois disso acabou”, falou Huelen Cunha.
Na reunião de ontem, porém segundo Cunha, ficou acertado que “haverá uma nova reunião com o titular da Segup. Adiantaram que vão colocar as câmeras no final das linhas do Guajará e Icuí. Ficou acertado que os aparelhos serão instalados na próxima sexta-feira (02)”, acrescentou o sindicalista.
Segundo dados do Sintram, fornecidos à reportagem, no mês passado aconteceram 28 assaltos a ônibus, nos dois municípios, praticamente um por dia. Eles se queixam da falta de segurança para trabalhar.“Há rodoviários que estacionam suas motos e eles (ladrões) tiram graça dizendo que vão roubar”, falou Huelen. “Eu já fui assaltado duas vezes dentro do coletivo”, falou o também rodoviário Wanilson Vulcão.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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