Transtornado e agressivo, Luís Douglas Ribeiro da Silva, na altura dos seus 51 anos, depredou e depois ateou fogo na residência em que morava com a própria tia, uma idosa de 90 anos. O caso ocorreu na manhã de ontem, no conjunto Promorar. Felizmente, a senhora não estava na casa durante o ataque, mas chegou a ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Coqueiro, quando soube que a casa fora incendiada.
O sargento PM Silva Neto da 4ª Companhia, 1º Batalhão de Polícia Militar, contou que a vizinhança testemunhou o ataque e contatou a prima de Luís, uma delegada de Polícia Civil lotada na Delegacia do Paar, e imediatamente pediu apoio à corporação. O militar, ao chegar no local, encontrou a residência parcialmente destruída e iniciou as
buscas pelo autor do crime.
“A população nos repassou as características dele e fomos atrás. Nós o achamos andando, a 200 metros da casa e próximo à entrada do Conjunto CDP. Demos voz de prisão e ele não reagiu”, falou o sargento PM Silva Neto.
Na mochila que ele carregava, os policiais encontraram um martelo, uma serra e uma faca de cozinha. Ainda de acordo com ele, Luís estaria tão nervoso que chegou a defecar. Tiveram então que retornar ao local do crime, para que o acusado tomasse banho.
Luís foi conduzido para a Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher, mas estava desorientado. De acordo com a delegada de plantão, Anna Falcão, ele não quis falar nada. Só informou que falará em juízo. “Ele será encaminhado para exames, mas aparentemente está ‘alterado’, por causa do comportamento dele”, disse. À reportagem, o homem garantiu não se lembrar de nada. “Eu quero saber por que estou aqui”, disse ele. Quando perguntado sobre sua tia, ele também disse não saber. “Minha tia? Qual delas? Não sei, já tentei ligar, mas ela não atende, eu também quero saber onde ela está”.
SUSTO
Outra sobrinha da vítima e prima de Luís falou que ele mora com a idosa há 35 anos, sendo que a tia o considera um filho, desde que ele foi abandonado pela esposa há alguns anos. Por causa do comportamento “alterado” de Luis, a família retirou a idosa da moradia. “Nós tentamos retirá-la daquela casa, mas ela se recusava a sair. Ela falava que sofria ameaças dele e, mesmo assim, não queria sair. Há 4 dias que nós conseguimos tirá-la daquela casa para vir morar comigo”, falou a sobrinha, que não quis se identificar.
Ainda de acordo com ela, quando a idosa soube do ocorrido, teria passado mal. “Ela foi para a UPA do Coqueiro e já foi liberada. Agora ela está sob cuidados de uma secretária”, finalizou a testemunha.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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