Resignada, a mãe estava sentada ao lado do cadáver do filho, identificado como Marcos dos Santos Silva, de 23 anos, morto a tiros na rua Tancredo Neves, em frente ao campo do “Maconhão”, no bairro das Águas Brancas em Ananindeua. O número de tiros não foi divulgado. O crime de homicidio ocorreu por volta às 20h30 de sexta-feira (04) e, segundo os relatos de testemunhas, Marcos chegou ao campo por volta as 19h para jogar futebol, como sempre fazia nos inícios de noites.
Em que pese o campo não ter iluminação os “jogadores” se utilizam das luminárias de residências para jogar uma boa “pelada” e tão logo terminou o jogo a vítima deixou o campo e sentou em uma calçada, para descansar. Minutos depois, ganhou o rumo de casa e, absorto em seus pensamentos, o rapaz não percebeu a morte chegando sobre 2 rodas. Dois homens em uma motocicleta de placa e cor não anotadas perambulavam, em baixa velocidade, pela rua Tancredo Neves e, quando o alvo foi visto, um deles desceu de arma em punho e foi logo atirando.
“Eu estava tomando banho quando escutei pelo menos 6 disparos de arma de fogo e alguém gritando. Como é comum por aqui essa cena, não dei muita importância, mas em seguida ouvi na rua que tinham matado uma pessoa aqui”, relatou uma testemunha que, por medo, pediu para não ser identificada.
A mãe do rapaz assassinado conversou com o DIÁRIO. Ela disse que Marcos dos Santos Silva já tinha sido preso por tráfico de drogas, passou 2 meses na cadeia e estava em liberdade condicional. “Ele saiu de casa logo que anoiteceu e agora foram me avisar que tinham matado ele”, disse ela.

Rua ficou com várias manchas de sangue após o homicídio. (Foto: Diário do Pará)
O sargento PM Arnaldo esteve no local do crime fazendo os primeiros levantamentos. Ele também conversou com a mãe da vítima e com testemunhas que estavam na rua Tancredo Neves na hora do homicídio.
Uma equipe da Divisão de Homicidios da Polícia Civil, com o delegado Eduardo Rollo, esteve no local colhendo dados sobre o caso. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) encontraram 4 perfurações causadas por tiros no corpo de Marcos.
(J.R. Avelar/Diário do Pará)
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