O pai que tentou salvar o filho de apenas 12 anos de uma execução morreu na madrugada de ontem (14), no Hospital Pronto Socorro Humberto Maradei (o PSM do Guamá), horas antes do sepultamento do corpo da criança. A morte de Edilson Cavalero Nonato, de 41 anos, se deu 24 horas depois que um homem – ainda não identificado – invadiu a sua casa, na noite de segunda-feira (13), e efetuou um disparo em direção ao seu filho, que dormia no quarto da mãe. Edilson, que estava em outro cômodo, correu para ver o que estava acontecendo e também foi ferido pelo atirador, que acertou-lhe com um tiro no pescoço. Pai e filho foram levados para o hospital, mas o garoto morreu poucos minutos depois de ser atingido e Edilson ainda ficou internado até ontem.
O crime aconteceu na Passagem Santana, na Terra Firme, em Belém. O caso é investigado pela Unidade Integrada do Pro Paz (UIPP) do bairro, que agora trata o crime como sendo um duplo homicídio. As investigações seguem em caráter sigiloso. Segundo a Polícia Civil, cinco pessoas já prestaram depoimento sobre o caso.
Os sepultamentos de pai e filho aconteceram ontem mesmo, em um cemitério particular, em Ananindeua.
Na última terça-feira (13), o diretor da UIPP da Terra Firme informou que as diligências sobre o caso seriam repassadas para a Divisão de Homicídios, porém o caso ainda estava sob os cuidados da Unidade, que está colhendo depoimentos de testemunhas que socorreram as vítimas na hora do crime.
Os familiares, que não quiseram dar entrevistas, acreditam que o atirador procurava por outro filho de Edilson e, portanto, o menino de 12 anos teria sido morto por engano.Segundo a Polícia Civil, nenhuma hipótese sobre o caso foi descartada e todas as informações estão sendo apuradas.
(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)
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