Ela estava em uma festa de amigo invisível e avisou que iria sair para comprar um churrasco. No meio do caminho, havia um atalho: um terreno escuro de uma casa abandonada, com árvores e mato. Este foi o cenário escolhido para criminosos assassinarem, a tiros de pistola calibre 380, Monique Carvalho, de 22 anos.
O homicídio, que ainda será investigado pela polícia, foi no final da noite da última segunda-feira (19), no quintal de uma residência sem moradores, na rua Três de Fevereiro, bairro Santos Dumont, município de Benevides. Atrás da fita de isolamento e na frente da casa onde estava o corpo da mulher, havia vários curiosos e conhecidos da vítima, mas nenhum parente dela foi localizado.
As informações colhidas por policiais militares da 2ª Companhia do 21º Batalhão de Polícia Militar foram escassas, fato que dificultou a investigação preliminar. “Aqui ninguém viu nada. Não souberam dizer se os criminosos estavam de moto ou de carro. Só nos disseram que ela estava em um amigo invisível e em um dado momento ela saiu de lá sozinha e avisou que iria comprar um churrasco”, detalhou o cabo PM Josivaldo Ribeiro.
Segundo o policial, os moradores das redondezas e os conhecidos dela escutaram os disparos de arma de fogo. “Depois disso, só escutaram os tiros e, quando vieram olhar, já encontraram o corpo dela caído aqui nos fundos desta casa. Não mora ninguém aqui e o terreno é usado como atalho pela população que vem da área de uma ocupação”, concluiu.
O local do homicídio foi isolado, para preservar a integridade física do cenário do crime e manter os curiosos afastados do corpo. Uma equipe de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi ao endereço e analisou as lesões encontradas no cadáver e a área em que ocorreu o assassinato. “Foram três tiros de pistola calibre 380 na região do peito. Todos os três tiros atravessaram e saíram nas costas dela”, explicou Nazareno Melo, perito criminal.
Depois de concluído o levantamento de local de crime, o corpo de Monique foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso deverá ser apurado pela Unidade de Polícia Civil de Benevides, que ficará responsável pela instauração do inquérito policial que investigará os motivos e suspeitos do homicídio.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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