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POLÍCIA

Madrugada de duplo homicídio

Dezenas de pessoas presenciaram o duplo homicídio, seja na beira do canal, seja em bares, nos bancos da praça ou nas portas de suas casas. Um veículo, cor prata, surgiu e circulou em velocidade reduzida. O carro parou na beira do canal, um grupo de homens

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Dezenas de pessoas presenciaram o duplo homicídio, seja na beira do canal, seja em bares, nos bancos da praça ou nas portas de suas casas. Um veículo, cor prata, surgiu e circulou em velocidade reduzida. O carro parou na beira do canal, um grupo de homens armados com pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia, desceu encapuzado e disparou diversos tiros em Marcelo Vaz de Souza, 38 anos, sem profissão. Era a primeira vítima.

Todos correram para várias direções, inclusive Marcos Humberto Silva Albuquerque, 41, vigilante, natural do Espírito Santo, que se escondeu atrás de um monte de tijolos. Mas não foi poupado e acabou sendo friamente assassinado com cinco tiros pelo mesmo grupo de assassinos. Ela ainda teria implorado para não ser morto.

O duplo homicídio foi no fim da noite da última quarta-feira (21). A primeira vítima foi morta na beira do canal da Pirajá e a pouco mais de trinta metros do corpo de Marcelo estava o de Marcos, na passagem Maria dos Anjos, ambos os endereços no bairro da Pedreira, em Belém. Nenhum dos criminosos foi identificado pela polícia, assim como o modelo do veículo usado e nem o paradeiro deles.

O corpo de Marcelo estava na calçada, na frente do canal da Pirajá, nos fundos de uma praça abandonada pelo poder público, em meio ao mato, brinquedos enferrujados e quebrados, e alguns bancos no mesmo estado de conservação. Já o de Marcos estava atrás de um monte de tijolos, na frente de uma residência, na passagem Maria dos Anjos. Com o local ainda isolado, o que se via era apenas o sangue da vítima escorrendo da calçada da casa para a sarjeta.

Dos familiares das vítimas, apenas a irmã de Marcelo, identificada como Jordana Souza, conversou com os investigadores da Divisão de Homicídios (DH). De acordo com o delegado da Polícia Civil Eduardo Rollo, “ela não deu muitos detalhes da vida do irmão e não forneceu muitas informações”. Em contrapartida, nenhum parente de Marcos foi localizado.

Dezenas de pessoas presenciaram o duplo homicídio, seja na beira do canal, seja em bares, nos bancos da praça ou nas portas de suas casas. Um veículo, cor prata, surgiu e circulou em velocidade reduzida. O carro parou na beira do canal, um grupo de homens armados com pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia, desceu encapuzado e disparou diversos tiros em Marcelo Vaz de Souza, 38 anos, sem profissão. Era a primeira vítima. Todos correram para várias direções, inclusive Marcos Humberto Silva Albuquerque, 41, vigilante, natural do Espírito Santo, que se escondeu atrás de um monte de tijolos. Mas não foi poupado e acabou sendo friamente assassinado com cinco tiros pelo mesmo grupo de assassinos. Ela ainda teria implorado para não ser morto. O duplo homicídio foi no fim da noite da última quarta-feira (21). A primeira vítima foi morta na beira do canal da Pirajá e a pouco mais de trinta metros do corpo de Marcelo estava o de Marcos, na passagem Maria dos Anjos, ambos os endereços no bairro da Pedreira, em Belém. Nenhum dos criminosos foi identificado pela polícia, assim como o modelo do veículo usado e nem o paradeiro deles. O corpo de Marcelo estava na calçada, na frente do canal da Pirajá, nos fundos de uma praça abandonada pelo poder público, em meio ao mato, brinquedos enferrujados e quebrados, e alguns bancos no mesmo estado de conservação. Já o de Marcos estava atrás de um monte de tijolos, na frente de uma residência, na passagem Maria dos Anjos. Com o local ainda isolado, o que se via era apenas o sangue da vítima escorrendo da calçada da casa para a sarjeta. Dos familiares das vítimas, apenas a irmã de Marcelo, identificada como Jordana Souza, conversou com os investigadores da Divisão de Homicídios (DH). De acordo com o delegado da Polícia Civil Eduardo Rollo, “ela não deu muitos detalhes da vida do irmão e não forneceu muitas informações”. Em contrapartida, nenhum parente de Marcos foi localizado.

Investigações apontam para um alvo e um ‘laranja’

Para o delegado da Polícia Civil Eduardo Rollo, apesar de os motivos ainda serem desconhecidos, o alvo dos assassinos pode ter sido apenas Marcelo. “Na hora em que atiraram no Marcelo, todos que estavam perto saíram correndo. Aparentemente, a segunda vítima pode ter morrido ‘de laranja’. Ela também correu e se escondeu atrás destes tijolos, mas, quando se levantou e ia voltar, deu de cara com os assassinos”, disse. Segundo ele, Marcos ainda teria implorado para não ser morto. “As testemunhas disseram que o homem ainda se identificou, falou que era trabalhador, que era vigilante, e pediu para não morrer. Mas um dos criminosos o mandou levantar o rosto e deu o primeiro tiro”, detalhou.

Após matar friamente as duas vítimas, o grupo de criminosos fugiu no veículo e ainda não foi localizado pela polícia. Os locais foram isolados por homens da 2ª Companhia do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para preservar a integridade física do cenário do fato e manter a população e familiares afastados dos corpos.

Os dois cenários foram analisados por uma equipe de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Apesar de os tiros terem sido de pistola calibre ponto 40, que deixa cápsulas onde for disparado, apenas um projétil de uma munição foi encontrada. “O primeiro baleado, o Marcelo, foi atingido com onze tiros e o segundo, o Marcos, com cinco. Em ambos os casos, os disparos foram nas regiões da cabeça, rosto e peito. Todos os tiros foram de pistola ponto 40, mas não achamos nenhum estojo, apenas um projétil”, explicou Robson Nunes, perito criminal.

Os dois corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O duplo homicídio deverá ser investigado pela Seccional Urbana da Pedreira. Até o fim da madrugada de ontem (22), nenhuma informação dos suspeitos e o paradeiro deles ainda havia sido descoberto pela polícia.

(Fab

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