Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) prenderam Dorivaldo Victor Pereira e Silva, acusado de participação direta na execução do soldado da Polícia Militar Wilson Roberto Nazário Cardoso, de 35 anos, em 31 de julho do ano passado, no bairro do Telégrafo, em Belém. O acusado foi preso em casa, no bairro do Bengui e estava com prisão preventiva expedida pelo judiciário.
De acordo com a delegada Cristina Esteves, que presidiu o inquérito policial na época, o policial saía de casa, no bairro do Telégrafo, e foi surpreendido por 2 homens. Um deles foi Dorivaldo, que tomou a arma do policial, após ele ser baleado. O outro homem, autor do disparo, foi morto em troca de tiros com policiais, ainda no ano passado.
O assassino deu vários tiros na vítima e o Dorivaldo estava com ele. Fugiram com a arma do policial”, explicou Cristina Esteves, a respeito do latrocínio (roubo seguido de morte). No decorrer da investigação, a delegada descobriu que o crime foi planejado com a intenção de roubar a arma do policial e, ainda, para facilitar a ação de bandidos no Telégrafo. “O trabalho do soldado PM Roberto Nazário estaria atrapalhando o tráfico de drogas no local”, complementou a delegada.
5 PARTICIPANTES
Ao todo, as investigações apontaram a participação de 5 pessoas. O atirador morreu em 2016. Um adolescente foi apreendido e outro envolvido no crime já se encontra preso. O quarto envolvido está foragido. Os 3 primeiros seriam os responsáveis por também planejar e monitorar quando o policial sairia de casa. Dorivaldo foi o responsável por roubar a arma do policial, no entanto ele negou a acusação em depoimento. A arma do policial ainda não foi localizada.
O CRIME
O crime aconteceu na noite de 31 de julho de 2016. O soldado PM Roberto Nazário Cardoso saía de casa, na esquina da passagem Bom Futuro, com Canal Tancredo Neves, junto com a noiva, quando foi surpreendido por 2 homens que chegaram atirando nele. Dez disparos de arma de fogo acertaram o policial pelas costas e na cabeça. Estojos e fragmentos de munição de pistola ponto 40 foram encontradas por peritos criminais
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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