Após a onda de assassinados no último final de semana em Belém, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) realizou uma reunião nesta terça-feira (24), para falar sobre as medidas que serão tomadas e o acompanhamento das investigações. A Segup reconhece a existência de 25 assassinatos com características de execução e afirmou que um grupo fará as investigações sobre os 25 homicídios e 24 tentativas de homicídios ocorridos nos dias 20 e 21 deste mês.
Todos os homicídios foram registrados após a morte de um soldado da Rotam que morreu durante perseguição a bandidos na última sexta-feira em um momento que relembrou a chacina ocorrida em Belém, em novembro de 2014.
De acordo com matéria publicada no Diário do Pará, 32 homicídios foram registrados no final de semana, em 20 bairros da região metropolitana de Belém, porém a Segup disse que esse número foi menor, divulgando os 25.
Durante a reunião estiveram presentes representantes do sistema de segurança e órgãos federais e estaduais. Entre as autoridades presentes ao encontro, estiveram o presidente da Assembleia, deputado Marcio Miranda (DEM); o delegado geral, Rilmar Firmino; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Roberto Campos; o delegado da Polícia Federal Ualame Machado; e o comandante Militar do Norte, coronel José Henrique dos Santos.
A Segup informou ainda que a Assembleia Legislativa, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público do Estado (MPE) vão indicar representantes para oficializar a formação do grupo interinstitucional de acompanhamento das investigações da Polícia Civil.
Em resposta aos questionamentos do MPE, sobre a maneira como serão feitas as investigações, o titular da Segup, Jeannot Jansen, explicou o andamento dos trabalhos, coordenados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, e informou sobre a atuação conjunta com o Ministério da Justiça.
“Esse momento é para darmos transparência às nossas medidas. Estamos nos trâmites e já fizemos contato com a Secretaria Nacional de Segurança Pública para desenvolvermos o trabalho de investigação conjunto da Polícia Civil do Estado com agentes da Força Nacional", explicou.
(DOL)
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