O corpo caído, de peito para cima, na beira da pista e rodeado de sangue não chamou a atenção de muitos moradores. Policiais militares não tiveram nenhum trabalho de manter os curiosos afastados. A vítima, que aparentava ter entre 25 a 30 anos, foi assassinada com 2 tiros no rosto e dos poucos que se aproximaram do local do crime comentaram que “ouviram apenas os estampidos dos tiros”. Nenhuma pista ou qualquer informação do criminoso foi descoberta.
Em circunstâncias ainda desconhecidas e por motivos ainda não esclarecidos, o homem foi morto na avenida das Mangueiras, bairro Água Boa, no distrito da Ilha de Outeiro, em Belém, na madrugada de ontem (24), instantes após a meia-noite.
“LEI DO SILÊNCIO”
O aspirante PM Rafael Sodré, da 4ª Companhia (Cia) do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que os moradores pareciam estar obedecendo à “lei do silêncio”. “Ninguém viu nada aqui. Tentamos localizar algum parente, mas ninguém apareceu até o momento”, disse o militar. Nenhum familiar dele foi localizado pela polícia e pela reportagem, para fornecer mais informações sobre a vítima.
Disparos acertaram o rosto, perto da boca e ouvido
Policiais da Divisão de Homicídios (DH) colheram os escassos depoimentos do caso e uma equipe de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi ao local do assassinato analisar o cenário do crime. De acordo com a perita criminal Virginia Paiva, um vestígio da munição usada foi encontrado perto do corpo, mas ainda não era possível identificar a arma. “Os 2 tiros foram no rosto. Um deles foi bem próximo da boca e outro próximo do ouvido direito. Achamos um projétil, mas levaremos para exames, para descobrir o calibre e a arma usada pelo autor do crime”, explicou.
O corpo foi removido como ignorado para o Instituto Médico Legal (IML e o caso deverá ser investigado por policiais civis da Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) de Outeiro.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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