plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
POLÍCIA

PM foi morta há um mês e ninguém foi preso

Nesta segunda-feira (3), completará um mês do assassinato da capitã PM Sônia Maria de Sousa Lima, 54, e o principal suspeito de ter cometido o crime, Alberto Leal Cruz, 33, teve o pedido de prisão preventiva negado pela Vara Única da Comarca de Ourém. O c

twitter Google News

Nesta segunda-feira (3), completará um mês do assassinato da capitã PM Sônia Maria de Sousa Lima, 54, e o principal suspeito de ter cometido o crime, Alberto Leal Cruz, 33, teve o pedido de prisão preventiva negado pela Vara Única da Comarca de Ourém. O caso ainda está sendo investigado pela Polícia Civil. Alberto está “escondido” desde o dia da morte da policial, que já estava na Reserva, e sem a prisão preventiva decretada não pode ser considerado foragido.

O laudo de necropsia que deverá apontar exatamente a causa da morte da vítima também não está pronto, mas isto está dentro prazo que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves precisa para concluir o documento, que é de 20 dias úteis, podendo ser prorrogado por mais 10 dias dependendo da necessidade.

Sem um desfecho legal sobre o caso, os familiares da policial estão divididos entre a saudade e a esperança de que a justiça seja feita e os responsáveis pela morte de Sônia sejam punidos conforme prevê a lei. É importante ressaltar que o caso se trata de um feminicídio e a pena é mais severa para quem comete este delito.

Lembranças

“Ficou um vazio dentro de mim, porque ela era a minha mãe e o meu pai ao mesmo tempo”, lamentou Thamires de Sousa, 26, filha da capitã PM Sônia Maria de Sousa Lima.

O olhar da filha para a foto da mãe no aparelho de telefone celular não esconde que lembrar do que aconteceu dói, machuca. “Eu voltei da casa dela um dia antes de ela ter sido morta. Eu não acreditei quando me telefonaram”, lembrou. “Foi a pior notícia do mundo”, descreveu. “É difícil”, resumiu.

A filha lembra que a mãe já morava há cerca de 8 anos em Ourém e sempre ajudou Alberto e sua família. “Era uma pessoa muito boa, ajudava a quem podia”, ressaltou Thamires.

Ex-companheiro é o principal suspeito

Sônia foi encontrada morta dentro de casa, no vilarejo de Arraial do Caeté, em Ourém, nordeste paraense. No corpo dela, foram encontrados vestígios de violência. Testemunhas afirmam ter visto Alberto Leal Cruz, 33, de moto, da casa de Sônia, ainda no início da manhã do dia do crime.

Alberto e Sônia estavam em processo de separação e, segundo os familiares, ele cobrava R$ 100 mil da policial para dar fim ao relacionamento.

Investigações

A morte da capitã PM é investigado pela Delegacia de Ourém, que também aguarda o laudo de necrópsia para dar continuidade nas diligências. O delegado Ramon Cezar Nunes já colheu o depoimento de várias pessoas ligadas à vítima.Entre as testemunhas que já prestaram depoimento estão a secretária (ou empregada doméstica) de Sônia, um rapaz que ia prestar serviços no sítio da policial no dia em que ela foi encontrada morta e vizinhos que viram Alberto deixar a residência no início da manhã, minutos antes de o corpo de Sônia ser encontrado, no seu quarto.Uma enfermeira que foi acionada para prestar socorro e que constatou que a vítima estava morta também prestou depoimento.

Prisão preventiva

O pedido de prisão preventiva contra Alberto Leal Cruz feito pelo delegado Ramon Cézar se baseia principalmente no depoimento das testemunhas e também na fuga empreendida do suspeito. Para o delegado, a atitude de Alberto “demonstra de forma cristalina que ele não quer se submeter aos ditames da Lei”, como está escrito na ordem judicial.

Para a polícia, a detenção do suspeito também refletirá na garantia da ordem pública e é importante considerar que o crime teve uma grande repercussão no Estado do Pará.Porém, para o juiz Omar José Miranda, titular da Vara Única da Comarca de Ourém, diversos argumentos salientados pela polícia não justificam ainda a determinação da prisão preventiva do suspeito.

Entre as observações feitas pelo magistrado está a que “não há, nos autos, notícia de que o suspeito de alguma forma esteja prejudicando o andamento das investigações”. O juiz também ainda citou que o laudo necroscópico não está pronto.

Para a Justiça, a polícia ainda não concluiu o inquérito e recomendou a importância de se buscar mais testemunhas sobre o caso. “Não se deve segregar alguém apenas pela possibilidade de este tentar fugir à aplicação da lei penal, pois, caso isto venha a ocorrer, o Estado possui os meios necessários para encontrar o réu. Se tal sistema não é eficiente, isto, além de não ser responsabilidade do acusado, não é motivo para mantê-lo recluso”, colocou o magistrado.

A reportagem solicitou à Polícia Civil mais informações sobre o andamento das investigações, mas ainda não recebeu nenhuma resposta.

Com relação à decisão judicial da Comarca de Ourém, que indeferiu o pedido de prisão preventiva de Alberto Leal Cruz, a reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Estado, que responde que não há um posicionamento da instituição neste caso. O TJ informou, ainda, que a decisão do juiz pode ser contestada pelas partes (do processo) através dos meios legais disponíveis.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Polícia

    Leia mais notícias de Polícia. Clique aqui!