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POLÍCIA

Mortes de prostitutas em Belém motivam denúncia no Rio de Janeiro

As mortes de três ativistas ligadas ao movimento de profissionais do sexo, somente na área do centro comercial de Belém desde o início de 2018, foram denunciadas pelo Observatório da Prostituição, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e notici

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As mortes de três ativistas ligadas ao movimento de profissionais do sexo, somente na área do centro comercial de Belém desde o início de 2018, foram denunciadas pelo Observatório da Prostituição, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e noticiadas na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”, nesta sexta-feira (5).

A denúncia fala sobre os assassinatos de prostitutas na área conhecida como “Quadrilátero do Amor”, nome dado à antiga zona de meretrício no centro da capital paraense e que engloba trechos da rua Riachuelo, da rua Carlos Gomes e da rua General Gurjão, por exemplo.

Ainda segundo a denúncia do Observatório da Prostituição, em toda Região Metropolitana de Belém, já passam de dez o número de prostitutas assassinadas em 2018.

Por aqui, os casos já chamaram a atenção da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA). Segundo José Araújo Neto, presidente da Comissão, “há um problema muito grave naquela área central, já que existe uma ausência muito grande de política pública com relação aos usuários de drogas”.

“Não há programa de redução de danos [para os usuários]. Inclusive, oficiamos a Secretaria de Saúde inúmeras vezes cobrando a questão do consultório de rua, o que poderia ajudar no controle com relação ao uso de drogas naquela região. Isso tudo também está associado à violência na área e estamos vendo como podemos cobrar isso do poder público. Vamos oficiar a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Saúde para ver o que podemos ter no sentido de prevenção, já que aquela área está virando uma área de risco”, afirmou José Araújo Neto.

Medo constante

Uma fonte do DOL ligada ao ativismo das prostitutas na região, que não quis se identificar, afirmou que há um medo muito grande por parte das profissionais que atuam naquela área. Ela preferiu não falar mais sobre o assunto.

O Diário Online tenta contato com o Observatório da Prostituição, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

(DOL)

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