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Insegurança prejudica atuação de carteiros

Insegurança prejudica atuação de carteiros De 2014 a 2016, carteiros sofreram 110 assaltos, segundo sindicato. Por causa da insegurança, várias ruas de Belém foram definidas como áreas vermelhas, com restrições para a entrega de encomendas pelos Correios

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Insegurança prejudica atuação de carteiros De 2014 a 2016, carteiros sofreram 110 assaltos, segundo sindicato. Por causa da insegurança, várias ruas de Belém foram definidas como áreas vermelhas, com restrições para a entrega de encomendas pelos Correios ASSALTOS Pryscila Soares

Na Região Metropolitana de Belém (RMB), de 2014 a 2016, foram registrados 110 assaltos a carteiros, vitimando tanto os que atuam na entrega de encomendas quanto os que trabalham a pé entregando correspondências, segundo o Sindicato dos Servidores dos Correios.

Em 2014 foram 41, em 2015 houve 35 e em 2016 mais 34 registros. A incidência dos assaltos começou a aumentar em 2009, o que fez os Correios definir áreas de risco e alterar os procedimentos, sobretudo, de entrega das encomendas.

Desde 2014, os Correios colocaram em prática procedimentos diferenciados para a entrega de encomendas nas áreas com alto índice de assaltos. Isso varia desde a ampliação do prazo de entrega até a utilização de escolta armada ou serviço de entrega interna, com a retirada dos objetos em uma das unidades, conforme explicou o órgão, por meio de nota.

Como funciona a retirada de encomendas (Ilustração/Diário do Pará)

No serviço de entrega interna, por exemplo, a encomenda é encaminhada para a agência habilitada mais próxima do endereço do destinatário e o carteiro deixa um aviso de chegada no endereço de destino original. É possível, inclusive, consultar o CEP com restrição de entrega no portal dos Correios. Existe ainda a opção de acesso ao Clique e Retire que permite ao cliente definir previamente a agência em que gostaria de retirar a encomenda.

Devido aos assaltos, foram definidas áreas vermelhas, onde as encomendas não são entregues nas residências. A medida está sendo revisada e, até o momento, atinge bairros como o Jurunas, Guamá, Terra-Firme e Bengui. “Não é o bairro inteiro. Mas em determinados locais o carro não entra”, pontua o presidente do Sindicato dos Servidores dos Correios, Israel Rodrigues.

Ele acrescenta que os moradores dessas áreas recebem correspondências para irem buscar as encomendas nas agências dos Correios mais próximas. Na maioria das áreas vermelhas, o serviço de entrega de correspondências, feita pelos carteiros a pé, continua sendo prestado normalmente, conforme destacou Rodrigues. “Se há demora para o recebimento de correspondências é pela falta de efetivo de carteiros. Ocorre muito também de as empresas atrasarem a postagem das faturas, por exemplo, o que atrasa a entrega”.

Por meio de nota, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos esclareceu que o objetivo da medida é manter a integridade tanto do carteiro quanto do objeto postal. “Os clientes também são informados sobre a entrega diferenciada no momento da postagem nas agências. A informação também consta no comprovante do remetente”, diz a nota. A empresa diz ainda que “as ações de segurança adotadas para cada região também consideram o histórico de crimes praticados contra os Correios”. A empresa desenvolve ações preventivas em parceria com os órgãos de segurança.

(Pryscilla Soares/Diário do Pará)

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