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POLÍCIA

Mãe de menino morto em arena confronta assassino: 'O meu garoto é um inocente'

As lágrimas que escorriam pelos olhos da mulher de 28 anos, eram de dor, alívio e de clamor por Justiça. Ela é a mãe de um menino de 4, que morreu após ser baleado em uma arena de futebol, no bairro da Sacramenta, em março deste ano. O acusado pelo crime,

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As lágrimas que escorriam pelos olhos da mulher de 28 anos, eram de dor, alívio e de clamor por Justiça. Ela é a mãe de um menino de 4, que morreu após ser baleado em uma arena de futebol, no bairro da Sacramenta, em março deste ano. O acusado pelo crime, Edem Teixeira Cirino, de 26 anos, foi preso, ontem (28), quase dois meses após as investigações. Ele estava escondido numa pousada na praia do Vai quem quer, na ilha de Cotijuba, em Belém.

Ele confessou a culpa e disse que não teve a intenção de ferir o garoto. O alvo dele sempre foi Cleiderson Soeiro da Silva, de 30 anos, com quem alegou ter uma rivalidade e já tinham trocado ameaças de morte. Cleiderson foi executado no local do crime, no dia 20 de março, e um dos tiros que Edem disparou contra ele atingiu a criança, que morreu um mês depois no hospital.

“O meu filho não vai ser somente uma estatística. A polícia fez a parte dela e eu vou lutar para que a Justiça também faça e mantenha preso o responsável por tirar a vida do meu filho”, desabafou, entre soluçoes. “O meu garoto é um inocente que perdeu a vida para a criminalidade e isso não pode ficar impune!”, desabafou a mãe.

A jovem esteve na delegacia geral, ontem, logo após a apresentação do acusado pela polícia. Vestida com uma camisa que tem a foto filho, ela ficou diante de Edem e não escondeu a dor que ele provocou na família. “Eu disse para o meu filho, minutos antes dele morrer, que ele foi um guerreiro por ser tão pequeno e lutou pela vida. Agora eu vou lutar por Justiça, sim”, disse.

O depoimento da mãe tocou a todos os jornalistas e policiais presentes. Edem, por sua vez, alegou que se arrepende por ter matado a criança. “Foi uma fatalidade”, tentou definir. “O meu alvo era o Cleiderson, que tinha uma ‘desavença’ comigo. Já tinha me ameaçado de morte”, disse o assassino, que já respondia por roubo qualificado e homicídio. Agora retornou ao sistema penal e vai responder também pelo duplo homicídio.

A companheira de Edem, que estava com ele em Cotijuba, também foi detida. Ela iria prestar depoimento e ser liberada em seguida. A priori, as investigações não apontam que ela tenha algum envolvimento com os crimes do marido.

De acordo com o Alberto Teixeira, que preside o inquérito, as investigações levaram dois meses. Logo que foi confirmada a informação deque Edem estava em Cotijuba a polícia tratou de verificar a localização exata dele. “A motivação do crime nós vamos ter logo após que concluir o depoimento do acusado. Existe a possibilidade do crime ter relação com o tráfico de drogas, mas vamos confirmar”, frisou o delegado.

COMO FOI O CRIME?

Na noite do dia 20 de março, Edem Teixeira invadiu uma arena de futebol society, na Travessa Barão do Triunfo, e efetuou vários disparos contra Cleiderson Soeiro da Silva. No local, estava o garoto de 4 anos, que tinha ido assistir ao pai jogar uma pelada entre amigos. Os tiros disparados por Edem atingiu a criança que foi socorrida, mas morreu um mês depois no hospital.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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