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PF mira ex-ministros de Bolsonaro por tentativa de golpe

O ex assessor de Bolsonaro já foi preso, e agora estão na mira da PF, Heleno, Braga Netto e Anderson Torres

Imagem ilustrativa da notícia PF mira ex-ministros de Bolsonaro por tentativa de golpe camera Polícia Federal | ( Reprodução )

Na manhã desta quinta-feira, 8 de fevereiro, a Polícia Federal está executando mandados de busca e prisão contra ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL) e militares suspeitos de participação em uma suposta tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder.

Entre os indivíduos visados por estas medidas estão os ex-ministros general Augusto Heleno, Braga Netto e Anderson Torres, assim como outros militares.

No total, a Polícia Federal está executando quatro mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão em 10 estados e no Distrito Federal. Entre os detidos está Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, que já estava sob investigação no caso de fraude ao cartão de vacinação do ex-presidente.

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Outros indivíduos detidos incluem Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro, e Rafael Martins, que também é alvo de mandado de prisão. Entre os militares visados estão o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, que liderou a investida do Exército contra as urnas, e o general Estevam Cals Theophilo Gaspar Oliveira, que anteriormente ocupava o cargo de chefe do Comando de Operações Terrestres.

A operação recebeu o nome de Tempus Veritatis e investiga uma organização criminosa que, segundo a PF, esteve envolvida na tentativa de golpe de Estado e na subversão do Estado Democrático de Direito "com o objetivo de obter vantagens políticas através da permanência do então presidente da República no poder."

As ações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como parte do inquérito das milícias digitais.

Além das detenções e buscas, a PF está implementando uma série de medidas, incluindo a proibição de comunicação com outros investigados, restrição de saída do país, entrega dos passaportes em 24 horas e suspensão do exercício de cargos públicos.

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

De acordo com a PF, as investigações indicam que o grupo sob investigação se "dividiu em diferentes núcleos de atuação para promover a fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, visando facilitar e legitimar uma intervenção militar, por meio de uma dinâmica de milícia digital."

Primeiramente, segundo a PF, o grupo em questão trabalhou para construir e disseminar a narrativa de que houve fraude nas eleições de 2022, "através da divulgação enganosa de supostas vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que continuou mesmo após os resultados do segundo turno das eleições em 2022."

Posteriormente, foram realizadas ações concretas para "apoiar a subversão do Estado Democrático de Direito, por meio de um golpe de Estado, com a assistência de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais em um ambiente politicamente volátil."

Como alguns militares estão sendo investigados, o Exército Brasileiro está acompanhando o cumprimento de alguns mandados.

Uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 8 de janeiro, um grupo de apoiadores de Bolsonaro invadiu e danificou as sedes dos três Poderes em Brasília.

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Milhares desses manifestantes, vestidos com as cores verde e amarelo, estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército e dirigiram-se à Esplanada dos Ministérios naquele dia.

Em poucas horas, eles causaram danos ao patrimônio público vandalizando áreas internas dos prédios, incluindo o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF.

Após os eventos, o presidente Lula instaurou uma intervenção federal, resultando na prisão de centenas de pessoas, incluindo autoridades, e outros estão sendo investigados. O STF já aceitou a denúncia contra mais de 1.200 acusados, os quais se tornaram réus.

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