O ciclo das chuvas sempre impôs à Amazônia um ritmo próprio, em que a natureza se rearranja e a vida urbana precisa reaprender a conviver com os efeitos desse movimento. No inverno amazônico, período marcado por volumes elevados de chuva e alterações no nível dos rios, esse equilíbrio se torna ainda mais delicado, exigindo atenção redobrada da população que vive em áreas urbanas e rurais da Região Metropolitana de Belém.
Com as cheias, animais peçonhentos como as serpentes tendem a deixar seus habitats naturais alagados em busca de terrenos mais secos, o que aumenta a possibilidade de encontros com humanos. A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Belém (Ciatox), reforça que esse cenário é esperado nesta época do ano e torna indispensável a adoção de medidas preventivas, sobretudo em áreas próximas a igarapés, jardins, terrenos baldios e locais com acúmulo de vegetação ou entulho.
CONTEÚDO RELACIONADO
- Ananindeua: mulher denuncia descaso da saúde após morte por doença de Chagas
- O que acontece com as faculdades de medicina do Pará que foram mal no Enamed 2025?
- Procon alerta para abusos em lista escolar. Veja o que não pode!
Segundo dados do Ciatox, houve aumento recente no número de atendimentos relacionados a acidentes com serpentes, com registros tanto na área continental de Belém quanto nas ilhas do Combu e de Mosqueiro. A coordenadora do serviço, Shirley Dourado, explica que a maioria dos casos envolve a jararaca, espécie bastante comum na região. “São ocorrências típicas do período chuvoso. Por isso, é fundamental que a população redobre os cuidados e evite áreas consideradas de risco”, alerta.
Quer mais notícias locais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO
Os atendimentos especializados são realizados pelo próprio Ciatox, que funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto, sob regulação da Sesma. Em situações de acidente com animais peçonhentos, a orientação é procurar imediatamente um dos prontos-socorros de Belém, que dispõem de soro antiofídico e equipes preparadas para o atendimento inicial e o devido encaminhamento dos casos.
"O serviço funciona por demanda. Todo acidente precisa ser avaliado em um pronto-socorro, onde será definida a conduta terapêutica adequada. No inverno amazônico, esse aumento nos atendimentos é recorrente, o que reforça a importância da atenção e dos cuidados preventivos", destaca a coordenadora.
CUIDADOS BÁSICOS
Entre as recomendações estão atitudes simples no cotidiano, como manter quintais e calçadas limpos, evitar o acúmulo de entulho, vedar frestas em residências, usar botas ao circular em áreas de mata e redobrar a atenção em locais alagados ou com vegetação densa. “Esses animais fazem parte do ecossistema e têm papel fundamental no equilíbrio ambiental. O cuidado deve ser coletivo, especialmente em ambientes onde a ocorrência é mais provável, como rios, igarapés, trilhas, jardins e áreas abertas”, conclui Shirley Dourado.
SERVIÇO:
ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS
- Onde buscar atendimento
- Prontos-socorros de Belém: atendimento imediato em casos de picadas ou contato com animais peçonhentos.
- Ciatox Belém (Centro de Informação e Assistência Toxicológica): funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto**, com orientação especializada e apoio às equipes de saúde.
- Quando procurar ajuda
- Imediatamente, ao suspeitar ou confirmar acidente com serpentes, escorpiões ou outros animais peçonhentos. Não espere os sintomas evoluírem.
- Tratamento
- Disponibilidade de soro antiofídico nos prontos-socorros, com equipes capacitadas para avaliação e encaminhamento.
- O que NÃO fazer
- Não fazer torniquete
- Não cortar ou sugar o local da picada
- Não usar substâncias caseiras ou medicamentos sem orientação médica
- Prevenção no dia a dia
- Manter quintais e terrenos limpos
- Evitar acúmulo de entulho e folhas
- Vedar frestas em casas
- Usar botas e luvas em áreas de mata ou alagadas
- Redobrar atenção em igarapés, jardins e trilhas, especialmente no inverno amazônico
- Atenção redobrada
- O risco aumenta durante o período chuvoso (inverno amazônico), quando animais buscam locais mais secos.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar