Notícias / Te Cuida
OUTUBRO ROSA

Cirurgia de reconstrução de mama é um direito; saiba mais

No mês da campanha Outubro Rosa, médico explica sobre os principais pontos da cirurgia da reconstrução da mama e como ter acesso a esse procedimento

quarta-feira, 13/10/2021, 18:55 - Atualizado em 13/10/2021, 18:55 - Autor: Com informações de assessoria


Imagem ilustrativa da notícia: Cirurgia de reconstrução de mama é um direito; saiba mais
| Reprodução

Movimento idealizado para conscientizar e estimular a participação da sociedade na luta pelo controle e a prevenção ao câncer de mama, o Outubro Rosa é uma campanha mundial que proporciona mais acesso à informação e aos serviços de diagnóstico e de tratamento, aumentando, assim, as chances de reduzir as mortes. O câncer de mama é considerado a forma mais comum da doença entre as mulheres.

As ações de combate reforçam a importância do diagnóstico precoce, o que aumenta as chances de cura em até 90%. Por isso, ter os exames em dia é fundamental. A indicação é de que a mamografia seja realizada uma vez por ano após os 40 anos de idade. O Inca estima que pelo menos oito mil novos casos de câncer de mama podem ser diagnosticados até o final do ano.

O diagnóstico de câncer de mama tem um impacto profundo na mulher. As pacientes precisam lidar com o sofrimento físico causado pela doença e, quando necessário, com a mastectomia, cirurgia para retirada total ou parcial da mama, indicada na maioria dos casos como parte do tratamento.

Um dos meios de recuperar a autoestima e a qualidade de vida psicológica das pacientes é o procedimento para reconstrução da mama. “A cirurgia de reconstrução da mama não tem apenas um valor estético, é fundamental para a qualidade de vida e autoestima da paciente”, explica o Dr. Luiz Fernando Barros, cirurgião plástico.

 

Dr. Luiz Fernando Barros - Cirurgião Plástico
Dr. Luiz Fernando Barros - Cirurgião Plástico | Foto: Divulgação
 

A reconstrução mamária é um procedimento cirúrgico cada vez mais avançado e que é capaz de trazer de volta a autoconfiança e qualidade de vida da mulher. “A cirurgia é complexa e com uma série de variações que dependem das características do tumor, do tipo de tratamento e da mastectomia pela qual a paciente for submetida”, afirma o cirurgião plástico.

Dolcast: Especial cirurgias de reconstrução mamária

Nos casos em que a pele e a gordura da região mamária foram preservadas ao máximo, é possível colocar uma prótese de silicone logo após a mastectomia. “Já em mulheres que perderam mais tecido, é indicado o implante de um expansor que esticará a pele e aumentará seu volume aos poucos para, em breve, dar lugar a uma prótese de silicone definitiva” comenta o médico.

Nos casos mais radicais, em que a mulher perde uma grande quantidade de gordura e pele (incluindo, muitas vezes, os mamilos e as aréolas) a reconstrução tem que ser feita por meio de um retalho, de parte da pele de outra região do corpo, que é utilizada para cobrir o local em que há escassez de tecidos.

“Lembrando que o médico responsável será capaz de opinar sobre qual a melhor opção para cada caso, além de esclarecer as dúvidas e aprofundar as informações sobre o procedimento escolhido”, finaliza Dr. Luiz.

A reconstrução mamária já é um procedimento coberto pelo SUS e pelos planos de saúde

Toda mulher que, em virtude do câncer, teve uma ou ambas as mamas amputadas ou mutiladas tem direito a essa cirurgia, sendo necessária a recomendação do médico assistente da paciente. Tanto o SUS como os planos privados de assistência à saúde tem a obrigação de prestar o serviço de cirurgia plástica reconstrutiva de mama.

Conteúdo Relacionado

4 Comentário(s)
    Exibir mais comentários
    MAISACESSADAS