
Nos bastidores da moda, onde a aparência e o ritmo acelerado ditam as regras, lidar com um diagnóstico inesperado pode mudar tudo. A ex-modelo e empresária paraense Carol Ribeiro, de 45 anos, revelou que há pelo menos dois anos convive com a esclerose múltipla (EM), uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. A descoberta aconteceu após meses de sintomas que, inicialmente, foram confundidos com outras condições.
Durante um evento na última segunda-feira (31), Carol Ribeiro explicou como descobriu a doença e os sintomas que apresentava.
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"Eu achava que podia ser uma síndrome do pânico. No final, era uma esclerose múltipla. Eu tinha exatamente os mesmos sintomas da menopausa: calorões, tipo nua e suando [...], visão turva, a mente já não funcionava com a mesma rapidez de antes", explicou.
Após o diagnóstico, a modelo iniciou um tratamento com medicamentos imunossupressores e modificadores do sistema imunológico, mas enfatizou a necessidade de cuidados complementares. "Descobri a esclerose, e comecei a tratar com um imunossupressor, imunomodulador, que deixa a imunidade muito baixa. Você precisa buscar terapias alternativas na alimentação", explicou.
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ENTENDENDO A ESCLEROSE MÚLTIPLA
Segundo o glossário do Hospital Israelita Albert Einstein, a esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, autoimune e desmielinizante que afeta a bainha de mielina – camada protetora dos neurônios –, resultando em inflamações no cérebro, tronco encefálico e medula espinhal. Essas lesões interferem na comunicação entre o sistema nervoso e o restante do corpo, levando a uma série de sintomas que variam de acordo com a região afetada.
Estima-se que cerca de 40 mil pessoas no Brasil vivam com a doença, de acordo com dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e da Organização Mundial da Saúde. A condição é mais prevalente entre mulheres com idade entre 20 e 40 anos, e sua origem envolve tanto fatores genéticos quanto ambientais.
Entre os principais sintomas da esclerose múltipla estão:
- - Alterações visuais, como visão turva ou dupla;
- - Distúrbios motores, incluindo fraqueza muscular e dificuldade para andar;
- - Comprometimento cognitivo, como falhas de memória e dificuldade de concentração;
- - Fadiga intensa e alterações de humor.
A doença pode se manifestar em diferentes formas clínicas, sendo a remitente-recorrente a mais comum, com períodos de surtos seguidos por fases de recuperação parcial ou total. Com o avanço da condição, alguns pacientes podem desenvolver formas progressivas, caracterizadas por um agravamento contínuo dos sintomas.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico da esclerose múltipla é feito por meio de exames clínicos e de imagem, como a ressonância magnética, que identifica as lesões no sistema nervoso central. Além disso, a análise do líquor cerebral pode auxiliar na detecção de biomarcadores específicos da doença.
Embora não haja cura para a esclerose múltipla, tratamentos como imunossupressores e imunomoduladores ajudam a controlar os surtos e reduzir a progressão da doença. Além da medicação, terapias complementares - incluindo fisioterapia, ajustes na alimentação e controle do estresse - são fundamentais para garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
CONSCIENTIZAÇÃO
A revelação de Carol Ribeiro joga luz sobre a importância da conscientização sobre a esclerose múltipla, uma condição que afeta milhares de pessoas, mas ainda é pouco compreendida pelo público. Seu relato reforça a necessidade de um diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos eficazes, permitindo que pacientes possam lidar melhor com os desafios impostos pela doença.
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