Antes de se tornar um tema amplamente discutido nas redes sociais, o linfoma de Hodgkin já fazia parte da rotina de milhares de pessoas que convivem com o câncer e seus desafios diários. Ao compartilhar sua vivência com a doença, a influenciadora Isabel Veloso ajudou a dar visibilidade a um diagnóstico que, apesar de grave, apresenta altas chances de cura quando tratado adequadamente. Sua história trouxe informação, empatia e conscientização sobre o impacto físico e emocional do câncer, especialmente entre os jovens.
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções. Isabel Veloso convivia com a doença desde 2021, quando tinha apenas 15 anos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
- Morre a influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, após luta contra o câncer
- Influencer é intubada e internada em UTI após parada respiratória
A influenciadora, de 19 anos, morreu neste sábado (10) em decorrência de complicações do linfoma de Hodgkin. Ela estava internada desde novembro no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. A morte foi confirmada pelo marido, Lucas Borbas, por meio de uma publicação nas redes sociais. “Hoje meu coração fala em silêncio, porque a dor é grande demais para caber em palavras. A Isabel partiu, e com ela vai uma parte de mim. Mas o amor… o amor não morre”, escreveu.
Diagnosticada ainda na adolescência, Isabel ganhou projeção nacional ao dividir com seus seguidores a rotina de tratamento contra o câncer. Em seus perfis, mostrava internações, sessões de quimioterapia e os efeitos físicos e emocionais provocados pela doença, tornando-se uma referência de força e transparência.
O que é o linfoma de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin tem origem nos linfócitos, células do sistema imunológico espalhadas por várias regiões do corpo. Por isso, a doença pode surgir em diferentes locais, sendo mais comum o comprometimento dos gânglios linfáticos do pescoço, das axilas e do tórax.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os sintomas variam conforme a área afetada. Quando atinge linfonodos superficiais, o sinal mais frequente é o aparecimento de ínguas indolores. Já nos casos em que a doença se desenvolve no tórax, podem surgir tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Quando alcança o abdômen ou a pelve, são comuns o desconforto abdominal e a sensação de inchaço.
Tipos de linfoma
Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma de não-Hodgkin. Apesar de serem doenças distintas, os sintomas iniciais podem ser parecidos. A hematologista Maria Amorelli, que atua em Goiânia, explica que o aumento dos gânglios linfáticos costuma ser um dos primeiros sinais.
“Eles geralmente aparecem na região cervical, axilar ou inguinal. Além disso, existem os chamados sintomas B, que podem ocorrer nos dois tipos de linfoma, como febre baixa no fim do dia, coceira pelo corpo e perda de peso”, explica a especialista.
Causas, diagnóstico e tratamento
As causas do linfoma de Hodgkin ainda não são totalmente esclarecidas. Pesquisas apontam que a infecção pelo vírus Epstein-Barr pode estar associada ao desenvolvimento da doença em alguns casos, por interferir no funcionamento do sistema linfático.
Uma das principais características que diferenciam esse tipo de linfoma é a presença das células de Reed-Sternberg, identificadas em exames laboratoriais. Para confirmar o diagnóstico, são necessários exames como biópsia dos gânglios linfáticos, exames de imagem e, em situações específicas, a punção lombar.
Após a confirmação, a doença é classificada conforme o estágio e o tipo de crescimento do tumor. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, podendo ser associada à imunoterapia ou à radioterapia.
Quer receber mais notícias? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
“O linfoma de Hodgkin, em geral, apresenta uma taxa de cura elevada. Na maioria dos casos, conseguimos a cura, mas existem situações mais agressivas ou diagnósticos tardios em que isso não é possível”, afirma a hematologista.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar