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POR VERGONHA

10 sinais de disfunção erétil que muitos homens ignoram

Médicos alertam para sintomas que vão além da dificuldade de ereção.

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Imagem ilustrativa da notícia 10 sinais de disfunção erétil que muitos homens ignoram camera As causas orgânicas incluem doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, alterações hormonais, lesões nervosas e uso de determinados medicamentos. | Reprodução

A vergonha leva muitos homens a esconder sintomas de disfunção erétil, mesmo em consultas médicas. Especialistas alertam que os sinais vão muito além da simples dificuldade de ereção e podem indicar problemas graves de saúde.

A disfunção erétil começa a se manifestar quando o homem apresenta, com frequência, dificuldade para manter a ereção firme o bastante para completar a relação sexual de modo satisfatório.

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Alex Meller, urologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que não existe um número exato de episódios para caracterizar o problema. A repetição regular da situação já configura disfunção erétil.

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O médico do Hospital Vila Nova Star (SP) ressalta que a condição pode ter raízes físicas, emocionais ou uma mistura de ambas.

As causas orgânicas incluem doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, alterações hormonais, lesões nervosas e uso de determinados medicamentos.

Hábitos prejudiciais como tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo também contribuem para o quadro. Traumas ou cirurgias na região pélvica completam a lista de fatores físicos.

No campo emocional, a ansiedade de desempenho lidera as causas.

Estresse, depressão, insegurança, falhas na comunicação com o parceiro e experiências sexuais negativas anteriores formam um conjunto de fatores psicológicos que interferem no desempenho sexual masculino.

Primeiros alertas do corpo

A dificuldade frequente para conseguir ereção, mesmo quando o desejo sexual existe, representa o primeiro sinal de alerta. O problema pode resultar da falta de fluxo sanguíneo adequado, de causas hormonais ou de origem psicológica.

Outro sintoma característico é a perda rápida da rigidez. O homem consegue iniciar a ereção, mas perde a firmeza antes ou no meio da penetração. Esta manifestação indica que algo impede a manutenção do fluxo sanguíneo necessário.

A ausência de ereções noturnas ou matinais merece atenção especial. Homens saudáveis costumam ter ereções espontâneas ao dormir ou ao acordar.

Rodolfo Dourado, cardiologista e coordenador da UTI cardiológica do Hospital da Bahia, em Salvador, afirma que a falta constante dessas ereções involuntárias sinaliza problema de origem vascular, hormonal ou neurológica, não apenas emocional.

Meller pondera que a ausência ocasional não significa necessariamente um problema. Pouca hidratação ou ter urinado durante a madrugada podem impedir a ereção matinal. O médico recomenda observar a frequência antes de se preocupar.

Sintomas que vão além do sexo

A queda no desejo sexual também se associa a distúrbios hormonais, como a baixa produção de testosterona. Esta condição frequentemente se liga à disfunção erétil.

A ejaculação precoce, apesar de ser um problema diferente, pode estar relacionada. Um homem com disfunção erétil leve pode ejacular rápido por medo de perder a ereção, o que cria um ciclo de insegurança.

Meller explica que o oposto também acontece: a dificuldade para ejacular e até a ausência de orgasmo podem se relacionar com a disfunção erétil.

Quando a dificuldade acontece apenas em momentos de pressão, estresse ou insegurança, o componente psicológico pode ser o principal responsável.

Eduardo Perin, psiquiatra e especialista em sexualidade pelo InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade), relata que pacientes costumam ter ereções normais ao dormir, pela manhã ou na masturbação, mas enfrentam dificuldade na relação sexual com o parceiro.

Impacto emocional e sinais metabólicos

O impacto na autoestima e na vida sexual não deve ser subestimado. Vergonha, frustração e a tendência a evitar relações por medo de falhar são sinais de que a disfunção erétil já se instalou.

Perin observa que nesses casos o início costuma ser súbito, frequentemente associado a um evento emocional ou experiência sexual frustrante. Há uma relação clara com pensamentos de autocrítica e hipervigilância corporal.

O cansaço excessivo e a falta de energia podem indicar baixa testosterona ou distúrbios metabólicos que prejudicam o desempenho sexual.

A perda de massa muscular ou o aumento de gordura abdominal se ligam a desequilíbrio hormonal, especialmente testosterona baixa e resistência à insulina.

Fábio Carra, endocrinologista do Hospital Nove de Julho (SP), ressalta que o excesso de gordura visceral, que se deposita na barriga e em órgãos, intensifica o estado inflamatório e a resistência à insulina.

Este quadro agrava o hipogonadismo (baixa produção de testosterona) e a disfunção sexual.

Quando o sono afeta a ereção

Distúrbios do sono como apneia e insônia podem reduzir a produção de testosterona e alterar o equilíbrio hormonal. Estas condições comprometem o desejo sexual e a capacidade de manter a ereção.

A má qualidade do sono também afeta a circulação e o sistema nervoso, fundamentais para o funcionamento erétil.

Como confirmar o diagnóstico

O tratamento da disfunção erétil vai muito além de uma pílula. A abordagem envolve corpo, mente e mudanças no estilo de vida.

Os exames iniciais avaliam a testosterona e outros hormônios como LH, FSH e prolactina.

Carra explica que também se medem colesterol, triglicerídeos e glicemia, pois diabetes, hipertensão e dislipidemia estão entre as principais causas da disfunção.

Meller menciona que o doppler peniano, embora não seja o exame mais preciso, pode ajudar a analisar o fluxo sanguíneo local e confirmar se a estrutura vascular está preservada. O exame também descarta obstruções significativas.

Em alguns casos, a disfunção erétil serve como alerta para problemas cardíacos.

Dourado recomenda uma investigação cardiovascular completa, com eletrocardiograma, ecocardiograma e, quando necessário, exames mais específicos como teste ergométrico ou angiotomografia coronariana.

Opções de tratamento

O tratamento segue uma escala de intervenções. A base consiste em adotar um estilo de vida saudável:

  • Parar de fumar;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Melhorar a alimentação;
  • Praticar exercícios com regularidade.

Essas medidas favorecem a circulação, equilibram hormônios e aumentam a produção natural de testosterona.

Quando necessário, entram as medicações vasodilatadoras, como sildenafil e tadalafila.

Estes remédios melhoram o fluxo sanguíneo e ajudam a quebrar o ciclo de ansiedade e insegurança. Nos casos mais resistentes, os médicos indicam injeções penianas ou próteses.

A psicoterapia, sobretudo a TCC (terapia cognitivo-comportamental), é fundamental para tratar o medo de falhar e resgatar o prazer sem pressão.

Perin destaca que técnicas de mindfulness e boa qualidade do sono também reforçam o equilíbrio hormonal e o desempenho sexual.

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