Na rotina apressada das manhãs, a lancheira costuma virar um reflexo das escolhas possíveis, que nem sempre são as ideais. Entre o pouco tempo, a praticidade e o gosto das crianças, decidir o que vai para a escola acaba sendo mais do que uma tarefa doméstica: é uma decisão que interfere diretamente no bem-estar e no rendimento ao longo do dia.
O que muitos pais nem sempre percebem é que a lancheira tem impacto direto na energia, na atenção em sala de aula e até no humor das crianças. Alimentos mais naturais e equilibrados ajudam a manter a disposição por mais tempo, enquanto opções ricas em açúcar e ultraprocessados provocam picos de energia seguidos de cansaço, fome precoce e irritação.
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O QUE NÃO PODE FALTAR NA LANCHEIRA
Uma lancheira saudável precisa reunir diferentes grupos alimentares para garantir saciedade e bom desempenho escolar. A combinação adequada ajuda a manter níveis estáveis de glicose e contribui para o foco durante as aulas.
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ENTRE OS ITENS RECOMENDADOS ESTÃO:
- Fontes de energia, como pães, tapioca, bolos caseiros e biscoitos preparados em casa;
- Proteínas, como leite, iogurte, queijo, ovos ou frango, que prolongam a saciedade;
- Frutas, importantes fontes de fibras, vitaminas e minerais;
- Água, essencial para hidratação e concentração.
Segundo a nutricionista infantil Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, em Brasília, boas escolhas são aquelas que equilibram nutrientes e aceitação pela criança. "Frutas frescas, sanduíches com pão integral e recheios simples, bolos caseiros com menos açúcar e iogurtes naturais são opções práticas e saudáveis", orienta. A especialista também destaca a importância de variar os alimentos ao longo da semana para evitar a monotonia e estimular novos sabores.
O QUE DEVE FICAR FORA DA LANCHEIRA
Apesar da praticidade, alguns produtos não contribuem para o desenvolvimento saudável e devem ser evitados no dia a dia escolar. O consumo frequente desses itens está associado a alterações glicêmicas, ganho de peso e prejuízos à atenção.
DEVEM SER EVITADOS:
- Alimentos ricos em açúcar, como bolinhos prontos, biscoitos recheados e doces;
- Bebidas adoçadas, como sucos artificiais, refrescos em pó e achocolatados;
- Ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos industrializados;
- Produtos com apelo infantil, que costumam concentrar açúcar, gordura e sódio.
O médico nutrólogo Márcio Passos, de São Paulo, alerta que o consumo excessivo de açúcar provoca picos de glicemia que comprometem o foco e aumentam a irritabilidade. "Essas oscilações afetam a saúde cerebral e podem prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo", explica.
QUANDO É HORA DE AJUSTAR A LANCHEIRA
Alguns sinais indicam que a alimentação não está sustentando a criança como deveria: cansaço frequente, fome logo após o lanche, irritabilidade constante e ganho de peso acima do esperado. Nesses casos, a recomendação é revisar as escolhas e buscar orientação de um nutricionista infantil.
SUPLEMENTOS E CUIDADOS ESPECIAIS
O uso de suplementos só deve ocorrer quando exames apontarem carência nutricional. No cotidiano, uma alimentação variada e baseada em alimentos naturais costuma ser suficiente. Crianças com alergias ou intolerâncias alimentares exigem atenção redobrada aos rótulos e comunicação com a escola para garantir segurança e inclusão.
Mais do que matar a fome, a lancheira pode ser uma aliada silenciosa no aprendizado, desde que sejam feitas boas escolhas todos os dias.
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