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ESTEATOSE HEPÁTICA

Gordura no fígado: hepatologista revela os 6 sintomas mais comuns

Condição avança aos poucos, tem sintomas discretos e encontra na mudança de estilo de vida o principal tratamento contra a gordura no fígado.

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Imagem ilustrativa da notícia Gordura no fígado: hepatologista revela os 6 sintomas mais comuns camera Silenciosa nas fases iniciais, a gordura no fígado costuma ser descoberta em exames de rotina e exige mudança de hábitos para evitar complicações mais graves. | Reprodução/Freepik

Discreto, resiliente e essencial para o equilíbrio do organismo, o fígado costuma trabalhar em silêncio, inclusive quando algo não vai bem. É justamente essa característica que torna a gordura no fígado uma condição traiçoeira: comum, progressiva e, muitas vezes, descoberta apenas por acaso, em exames de rotina, quando o acúmulo de gordura já está instalado.

O diagnóstico da gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, não é simples nem imediato. O processo acontece gradualmente e, nas fases iniciais, dificilmente provoca sintomas claros. "O fígado é um órgão bem silencioso e raramente dói", explica o hepatologista Rodrigo Rêgo Barros. Por isso, exames laboratoriais e de imagem são ferramentas decisivas para identificar o problema antes que ele avance. Pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão e alterações no colesterol formam o principal grupo de risco e devem manter acompanhamento médico regular.

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Em estágios mais avançados, o corpo começa a emitir sinais mais perceptíveis. Sendo que estes são os seis principais sintomas de gordura no fígado:

  • Cansaço constante, mesmo após períodos de descanso;
  • Desconforto ou dor leve no lado direito do abdômen;
  • Náuseas e enjoo, principalmente após as refeições;
  • Inchaço abdominal ou sensação de estômago pesado;
  • Dificuldade para digerir gorduras e sensação de má digestão;
  • Alterações nas enzimas do fígado identificadas em exames de sangue (TGO, TGP e GGT).

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TRATAMENTO MAIS EFICAZ

Apesar de muitas vezes subestimada, a gordura no fígado pode evoluir para quadros graves, como fibrose, cirrose e até insuficiência hepática. Ainda assim, médicos são categóricos ao afirmar que o tratamento mais eficaz não envolve medicamentos específicos, mas sim mudanças consistentes no estilo de vida.

"Estudos mostram que a perda de peso, a prática de atividade física e a reeducação alimentar são eficazes. A redução de pelo menos 7% do excesso de peso já traz benefícios significativos para o fígado", afirma a endocrinologista Marília Bortolotto, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Segundo os especialistas, quando as mudanças são mantidas com regularidade, é possível observar melhora clínica e laboratorial em um período que varia de três a seis meses, dependendo da gravidade inicial do quadro. A chave está na constância, no acompanhamento médico e na compreensão de que o fígado responde positivamente quando o metabolismo volta ao equilíbrio.

HÁBITOS SAUDÁVEIS QUE PODEM REVERTER A GORDURA NO FÍGADO:

  • Perder peso de forma gradual: pequenas reduções já ajudam a diminuir a gordura hepática; o foco deve ser constância, não dietas radicais.
  • Priorizar comida de verdade: legumes, verduras, frutas, grãos integrais, feijões e proteínas magras devem ser a base da alimentação.
  • Reduzir ou cortar o álcool: mesmo pequenas quantidades sobrecarregam o fígado em quem já tem esteatose.
  • Diminuir açúcar e farinhas refinadas: refrigerantes, doces, bolos e pães brancos aceleram o acúmulo de gordura no fígado.
  • Planejar o prato e as porções: metade do prato com vegetais, um quarto com proteína magra (peixe, ovos, aves) e um quarto com carboidrato integral.
  • Praticar atividade física regularmente: caminhadas, bicicleta, natação e treinos de força ajudam o fígado a usar gordura como fonte de energia.
  • Dormir bem e com regularidade: sono inadequado desregula o metabolismo e dificulta a reversão da esteatose.
  • Cuidar do metabolismo: acompanhar glicose, colesterol e pressão arterial e tratar condições associadas, como diabetes e dislipidemia.
  • Evitar automedicação: alguns medicamentos e suplementos naturais podem ser tóxicos para o fígado.
  • Manter acompanhamento médico: consultas periódicas ajudam a definir metas realistas e avaliar a resposta do fígado às mudanças adotadas.
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