A internet e a tecnologia amplificaram a percepção humana para o mergulho em um mundo outro, ou em vários deles, onde a virtualidade e o digital aproximam e também afastam. O que determina o equilíbrio e o devaneio está na forma como o homem vai usá-las. “Às vezes, acordo no meio da noite com um sonho ou pesadelo com alguém e vou responder email pra conseguir dormir”, diz Marcel Arêde, 31, produtor cultural que só “desconecta” quando está no avião, na companhia de alguém ou enquanto dorme. Mas nem sempre. “Mesmo dormindo, fico conectado.
Com essa parada de Ipad, Android, modem 3G, quase não desconecto mesmo”, admite. Ainda que Marcel se desconecte, o universo virtual não deixará de existir. Ele continuará ali, independente. Fascinando e se incorporando ao cotidiano, à mente e ao corpo humano, e até mesmo redefinindo o funcionamento e os caminhos do cérebro.
É sobre esses efeitos e modificações que trata o livro “A geração superficial – O que a internet está fazendo com os nossos cérebros”, do jornalista e escritor Nicholas Carr. Lançado no Brasil pela editora Agir, a obra aprofunda uma reflexão iniciada com o ensaio “O Google tem nos deixado burros?”, de 2008. Carr compartilha com o leitor as próprias experiências com o - também chamado ciberespaço – e traz para as reflexões os estudos e descobertas da neurociência que apontam como os circuitos cerebrais se reorganizam em resposta à imersão na rede. Leia mais no Diário do Pará.
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