Uma intensa tempestade solar se desloca em direção ao planeta nesta segunda-feira (19) e pode provocar um espetáculo luminoso incomum no céu. O fenômeno da aurora boreal pode se estender muito além das regiões polares habituais no Hemisfério Norte.
O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA emitiu um alerta de tempestade geomagnética de grau 4, classificada como severa. A escala de medição vai até o nível 5. A previsão indica que o corpo principal da ejeção de massa coronal deve atingir o campo magnético terrestre durante a noite.
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A interação entre a tempestade e o campo magnético do planeta pode gerar auroras visíveis em regiões que normalmente não observam o fenômeno.
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Mapas de previsão mostram a extensão esperada da aurora boreal para esta noite e para terça-feira (20) à noite.

Como a aurora boreal se forma?
O fenômeno resulta da colisão de elétrons com as camadas superiores da atmosfera. Esses elétrons ganham energia por meio de processos de aceleração que acontecem na cauda da magnetosfera, no lado noturno do planeta.
Quando energizados, os elétrons seguem o campo magnético terrestre até as regiões polares. Lá, eles colidem com átomos e moléculas de oxigênio e nitrogênio presentes na alta atmosfera.
Nessas colisões, os elétrons transferem energia e excitam os átomos para estados energéticos mais elevados.
Ao retornar para estados de menor energia, os átomos e moléculas liberam essa energia na forma de luz, criando as cores características da aurora.
Expansão do fenômeno durante tempestades intensas
Em condições normais, a aurora boreal permanece restrita às regiões próximas ao polo magnético da Terra. O brilho e a localização são representados por um oval verde centrado no polo.
Quando a intensidade aumenta, esse oval se torna vermelho nas previsões.
Durante eventos de clima espacial mais intensos, com tempestades e subtempestades frequentes, a aurora se expande em direção ao equador.
Em grandes eventos, o fenômeno pode ser observado em latitudes baixas, alcançando Estados Unidos, Europa e Ásia.
A visualização só acontece após o pôr do sol ou pouco antes do amanhecer. Durante o dia, a luz solar impede a observação das auroras.
Impactos nas tecnologias terrestres
A aurora boreal serve como indicador das condições atuais de tempestades geomagnéticas. O fenômeno fornece informações importantes para diversas tecnologias que dependem da estabilidade do campo magnético.
Os principais impactos afetam:
- Comunicações de rádio HF;
- Sistemas de navegação por satélite GPS e GNSS;
- Transmissão de energia elétrica por meio de correntes induzidas no solo.
Brasil fica fora da zona de observação
O país não permite a observação desse tipo de fenômeno por questões geográficas. O Brasil está localizado em baixas latitudes, distante das regiões polares onde as auroras se manifestam.
Mesmo durante tempestades solares severas, a distância em relação aos polos magnéticos impede que o fenômeno seja visível em território brasileiro.
Para muitas pessoas no mundo, a aurora boreal representa um espetáculo que justifica viagens às regiões árticas apenas para contemplá-lo.
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