O mercado de trabalho pode ser um ambiente muito competitivo, além de ter uma grande importância a comunicação entre trabalhadores de diferentes setores e equipes.
Embora 7 em cada 10 brasileiros se considerem bons comunicadores no ambiente de trabalho, uma situação ainda gera desconforto para muitos profissionais: a hora de dar feedbacks negativos. O dado faz parte de um levantamento recente sobre comunicação no meio corporativo, realizado com 500 adultos de todas as regiões do país.
De acordo com o estudo, 72,6% dos entrevistados afirmam que, de modo geral, se comunicam com clareza e assertividade dentro das empresas. Outros 27,2% reconhecem ter dificuldades ao se expressar no dia a dia profissional. Apesar da autoavaliação positiva, o desafio de apontar erros, sugerir melhorias ou criticar o desempenho de colegas aparece como o principal obstáculo.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
- Estudo aponta momento em que risco de infarto cresce nos homens
- Estudo aponta que 85% das crianças não conseguem vagas em creches em Belém
Para 42% dos respondentes, dar feedbacks negativos é mais difícil do que recebê-los — situação que foi apontada como incômoda por 32,2%. Também figuram entre os maiores desafios cobrar prazos e resultados (36,2%) e dizer “não” ou discordar da própria liderança (34%).
O levantamento indica ainda que 35% dos profissionais encontram dificuldade em situações como negar pedidos ou impor limites a superiores, o que reforça a percepção de que conversas delicadas continuam sendo um ponto sensível nas relações corporativas.
Busca por aprimoramento
Mesmo diante das barreiras, os participantes demonstram interesse em evoluir. Cerca de 6 em cada 10 acreditam que treinamentos práticos de comunicação poderiam torná-los profissionais ainda melhores. Além disso, 51,2% apontam a importância de receber feedbacks mais estruturados por parte das lideranças, enquanto 44,2% defendem o uso de ferramentas e métodos específicos para conduzir conversas desafiadoras.
A pesquisa também analisou como os colaboradores avaliam a comunicação de seus gestores. Para 27,4%, a liderança é sempre clara, aberta e respeitosa. Já 49% afirmam que a comunicação funciona bem na maior parte do tempo.
Quer mais notícias de curiosidades? Acesse nosso canal no WhatsApp
Ainda assim, há pontos de melhoria. Entre as principais falhas identificadas estão a dificuldade dos líderes em ouvir e considerar outros pontos de vista (42,1%), oferecer feedbacks claros e frequentes (28,2%) e fornecer orientações objetivas (27,8%). Segundo os entrevistados, esses ruídos podem gerar dúvidas e impactar o clima organizacional.
Especialistas destacam que falhas de comunicação são comuns mesmo entre líderes experientes e bem-intencionados, e que a habilidade pode ser desenvolvida com abertura ao diálogo, clareza nas expectativas e investimento contínuo em capacitação.
Lições que vão além do trabalho
O estudo mostra ainda que muitos profissionais reconhecem a influência positiva de antigos líderes no desenvolvimento de suas habilidades de comunicação. Entre as principais lições mencionadas estão a capacidade de se expressar com clareza e objetividade (59,2%), saber ouvir e dialogar com o time (56,2%) e demonstrar empatia nas conversas (51,6%).
Para os participantes, esses aprendizados ultrapassam o ambiente corporativo e influenciam também as relações pessoais, evidenciando o impacto duradouro de uma liderança eficaz.
Metodologia
A pesquisa foi realizada com 500 adultos maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões do Brasil e conectados à internet. O índice de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
Os entrevistados responderam a oito questões sobre desafios de comunicação no trabalho, falhas percebidas nas lideranças e possíveis caminhos para aprimorar essa competência no dia a dia profissional.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar