O Prêmio Diário Contemporâneo abriu ontem à noite a exposição Lapso, da fotógrafa paraense Flavya Mutran. O trabalho é uma projeção visual com cerca de 15 imagens extraídas e apropriadas da internet que retratam a vida social.

A exposição reúne núcleos de trabalhos nascidos de pesquisas recentes de Flavya, que atualmente é professora na Faculdade de Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. As séries Bioshots, Egoshots e Delete.use falam da desmaterialização das imagens e de sua reorganização ou desorganização dos nossos processos de compreensão do mundo.

As fotografias apresentam uma curiosidade que é a ausência da figura humana. “É um questionamento pessoal sobre qual o papel da fotografia na vida das pessoas e de que forma elas se compreendem”, explica a artista. A exposição está aberta a visitações no Museu da Universidade Federal do Pará (UFPA) até 15 de julho.

O diretor geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, agradeceu a parceria do Museu e da Vale e destacou o papel do Prêmio Diário de Fotografia como estímulo de reconhecimento. “O projeto revela o talento dos nossos artistas. Ao mesmo tempo, tem um viés social ao despertar o interesse da comunidade pela fotografia e pelos espaços culturais do Pará, como os museus”, destacou Centeno.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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