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A "PONTE" PARA A VIDA

Como a cientista brasileira Tatiana Sampaio está fazendo paraplégicos voltarem a andar

Com uma proteína extraída da placenta humana, pesquisa da UFRJ desafia o veredito da paralisia irreversível.

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Imagem ilustrativa da notícia Como a cientista brasileira Tatiana Sampaio está fazendo paraplégicos voltarem a andar camera Atualmente, a Dra. Tatiana e sua equipe buscam financiamento e parcerias para ampliar os testes clínicos. | Reprodução

Durante décadas, o diagnóstico de uma lesão medular completa era acompanhado de uma sentença dura: "você nunca mais voltará a andar". No entanto, nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Dra. Tatiana Sampaio, professora de biologia da Matriz Extracelular, vem reescrevendo essa história. Sua descoberta, a Polilaminina, é hoje uma das maiores promessas da medicina mundial para a regeneração de nervos.

O Mistério da Proteína em Formato de Cruz

Para entender o sucesso da terapia, é preciso olhar para a arquitetura da vida. A Laminina (base da pesquisa de Tatiana) é uma proteína fundamental da matriz extracelular.

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Curiosamente, sob o microscópio, a molécula de laminina possui um formato muito específico: uma cruz. Na biologia, essa "cruz" funciona como uma âncora e um mapa. Ela é responsável por dizer às células onde elas devem se fixar e para onde devem crescer.

"A laminina é a 'cola' que mantém nossos tecidos unidos. O que fizemos foi polimerizar essa proteína, criando a Polilaminina, uma estrutura mais robusta que funciona como um andaime biológico", explica a Dra. Tatiana em suas conferências.

Como a Polilaminina atua na medula

Quando ocorre um trauma na coluna, o corpo cria uma cicatriz densa que impede a passagem de sinais elétricos. É como uma estrada interrompida por um muro de concreto.

A técnica de Tatiana consiste em injetar a Polilaminina exatamente nesse "muro". A proteína em formato de cruz cria uma rede, uma verdadeira ponte biológica que permite que os neurônios (axônios) encontrem um caminho para atravessar a lesão e se reconectarem.

Do laboratório ao "milagre" de Bruno Drummond

A teoria ganhou o mundo através da história de Bruno Drummond. Tetraplégico após um acidente de mergulho, Bruno recebeu a aplicação experimental de polilaminina poucas horas após o trauma.

A recuperação desafiou a lógica médica tradicional:

1. Semanas após a cirurgia: Recuperação de sensibilidade nos pés.

2. Meses de fisioterapia: Retorno de movimentos motores e força muscular.

3. Resultado atual: Bruno não apenas voltou a andar, como recuperou a autonomia total de seus movimentos, tornando-se o caso clínico mais emblemático da eficácia da proteína brasileira.

Brasil vs. Mundo: O diferencial biológico

Enquanto centros de pesquisa na Suíça e nos EUA focam em exoesqueletos e chips eletrônicos (neuroestimulação), o trabalho de Tatiana Sampaio é focado na regeneração biológica.

• Vantagem: Não depende de baterias ou equipamentos externos permanentes. O corpo volta a funcionar organicamente.

• Custo: Por ser baseada em uma proteína natural extraída de placentas (que geralmente seriam descartadas por hospitais), a terapia tem potencial para ser muito mais barata e acessível via SUS do que os implantes biônicos internacionais.

Próximos Passos

Atualmente, a Dra. Tatiana e sua equipe buscam financiamento e parcerias para ampliar os testes clínicos. O objetivo é transformar a polilaminina em um protocolo padrão de emergência: se um paciente sofre um trauma medular, a injeção da proteína nas primeiras horas poderia evitar a paralisia permanente de milhares de pessoas todos os anos.

A ciência brasileira, muitas vezes operando com recursos limitados, prova mais uma vez que a criatividade e a persistência podem encontrar a cura onde o mundo via apenas o impossível.

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