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Campanha visa reduzir número de feminicídios em Marabá 

Este ano quatro mulheres foram vítimas deste tipo de crime no município

terça-feira, 19/07/2022, 19:45 - Atualizado em 20/07/2022, 08:50 - Autor: Alessandra Gonçalves

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Mulheres assassinadas este ano em Marabá
Mulheres assassinadas este ano em Marabá | Reprodução

Visando conscientizar toda sociedade sobre o combate à violência doméstica, a Patrulha Maria da Penha de Marabá, sudeste do estado, lançou a campanha “Deixa Elas Viverem”. 

A ação está sendo realizada, principalmente em comunidades que apresentam alto índice de casos de agressão e assassinato de mulheres por companheiros ou por ex que não aceitam o fim da relação.

A campanha iniciou pelo Residencial Magalhães, no Núcleo São Félix, onde no último dia 11 foi encontrado o corpo de Karine Conceição Silva, 26 anos, assassinada pelo próprio marido. Após o crime, Rivaldo Borges Valadares, de 24, tirou a própria vida.    

 

Campanha começou pelo Residencial Magalhães, no Núcleo São Félix
Campanha começou pelo Residencial Magalhães, no Núcleo São Félix | Divulgação
 

De acordo com o coordenador da Patrulha Maria da Penha, inspetor Roberto Lemos, esse ano está sendo atípico em relação aos crimes de feminicídio no município. Por isso, a intenção de levar informação àqueles locais mais isolados, onde existe complexidade desses casos específicos de violência contra mulher. 

“A gente tenta conscientizar a população, principalmente levando informações para elas, bem como aos homens dos tipos de violência. Quando a gente leva essas informações, bem como as informações dos canais onde denunciar, a gente trabalha a prevenção”, ressaltou o inspetor, complementando que todo mundo quer que não ocorra esse tipo de crime no município.

Dolorido 

O feminicídio é um crime muito dolorido para familiares, amigos, bem como para sociedade. “Além de destruir a vida da mulher, tem a questão da pena que é 40 anos de prisão e a questão dos órfãos”, destaca o comandante da Patrulha Maria da Penha. 

Para a presidente do Instituto Familiar, Cirleia Alves, a campanha é de extrema importância porque leva a informação, a prevenção aos lugares mais distantes, onde tem que ser combatido esse tipo de violência. “A gente pode observar que o Núcleo São Félix é uma comunidade onde o índice de violência tem aumentado bastante. Nós não queremos mais ser estatística de feminicídio, e por isso, a gente vem em conjunto com a Patrulha Maria da Penha, fazendo essa prevenção por onde quer que passamos”, disse.

 

Agentes da Patrulha Maria da Penha levam informação aos locais onde o índice da violência contra mulher está alto
Agentes da Patrulha Maria da Penha levam informação aos locais onde o índice da violência contra mulher está alto | Reprodução
 

A primeira ação ocorreu no Residencial Magalhães, onde foram entregues panfletos e em 20 estabelecimentos foram fixados cartazes de combate à violência contra a mulher. A próxima ação será no residencial Tocantins, ambos no Núcleo São Félix, foco da campanha.

Número

De acordo com dados da Patrulha Maria da Penha, em 2021 um caso de feminicídio foi registrado na Vila São José, zona rural de Marabá. Este ano houve quatro casos, aumentando em 400% esse tipo de crime no município. As vítimas são Dainara Rodrigues de Couto, de 20 anos; Juscimaria Regina Sousa Lopes, de 26 anos; Gleiciane Lima Rabelo Amaral, de 32 anos e Karine Conceição Silva, 26 anos.

 

Homens receberam orientações sobre os tipos de violência contra mulher
Homens receberam orientações sobre os tipos de violência contra mulher | Divulgação
 

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Denúncia 

As denúncias de agressão contra a mulher podem ser feitas por qualquer pessoa, por meio do disque-denúncia (94) 3312-3350, Polícia Militar por meio do 190, ainda o 180 , Delegacia da Mulher localizada no Bairro Amapá, Creas e Conselho da Mulher.

 


 

  


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