Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é comum a pressão sentida pelos que estão em busca do primeiro emprego, e mesmo que você não tenha nenhuma experiência formal, é possível ter diferenciais que lhe ajudem a não ser só mais um na multidão.
O consultor de carreira Renato Mendes explica como os empregadores avaliam quem busca do primeiro emprego e não tem experiência de trabalho comprovada. Ele alerta que nestes casos, a empresa dá muita importância para a formação. Ou seja, os cursos que frequentou, os conhecimentos de informática e a fluência em idiomas, então não deixe de destacar estas informações e detalhá-las ao máximo.
ATITUDES QUE PODEM ATRAPALHAR NA HORA DA ENTREVISTA
Chegar atrasado - sim, os imprevistos acontecem, mas quem realmente quer um emprego deve tomar todas as precauções para minimizar as possibilidades. Se atrasar para uma entrevista de emprego pode mostrar falta de compromisso ou desinteresse. Então, se você for pego de surpresa e o atraso for inevitável, avise. Pior que se atrasar é fazer isso e ainda não dar satisfação;
Mostrar inquietude - é bem provável que você fique ansioso na hora da entrevista, mas é preciso controle para que ele não atrapalhe seu desempenho. Respire fundo e concentre-se no seu objetivo. Não demonstrar interesse: Com tantos candidatos no mercado, o empregador certamente vai considerar a motivação de cada um deles. Longe de passar segurança, não demonstrar interesse pela vaga pode ser decisivo na escolha do empregador em favor de outro mais motivado.
ATITUDES QUE PODEM AJUDAR
-Candidatos que desejam muito a colocação mostram que estão motivados e os empregadores gostam disso, então demonstre interesse em ingressar não apenas no mercado de trabalho, como principalmente na área para a qual está sendo entrevistado;
-Tenha espírito colaborador e demonstre boa vontade para aprender e para agregar;
-Estar disposto a crescer e trabalhar em equipe são fatores que podem ajudar muito o candidato;
-Tenha uma comunicação harmoniosa. Saber falar corretamente, sem linguagem muito coloquial e não usar gírias demonstra que você sabe separar as maneiras de se portar no local de trabalho e na vida pessoal.
NÚMEROS
Uma retrospectiva do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em 2014, sobre o período dos onze anos anteriores, mostra que o percentual de jovens empregados entre 16 e 24 anos cresceu, entretanto, metade deles ainda está desempregada.
Em 2003, 46,5% desta faixa da população trabalhavam, já em 2013, eram 49,9%. Outro estudo, realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), também sinaliza o problema. No Brasil, a taxa de desemprego entre os jovens de 15 a 24 anos é superior à média registrada na América Latina em 2011.
(com informações da Revista Exame)
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