O cantor Alexandre Barros, 40 anos, sofreu um baque com a pandemia. Além de ter o trabalho na noite paraense interrompido pelo isolamento social, perdeu pai e mãe para a covid-19 recentemente. Em meio às adversidades, uma oportunidade profissional inusitada surgiu: a de cantar em velórios.
"Tenho pedido muito a Deus que as portas se abram, que eu possa conseguir almejar meus sonhos na música. Fico até emocionado falando sobre isso. Quero muito que as pessoas conheçam meu trabalho. Tudo está muito à flor da pele depois que perdi meu pai e minha mãe’", diz ele.
A música entrou na vida de Alexandre em 1997, quando ele conheceu a Irmã Bertilla, uma freira que lhe ajudou pessoalmente e o incentivou a cantar. “A fé está muito presente na minha música e na minha vida”, afirma ele, garantido que retira da fé a força necessária para seguir em frente em momentos tão difíceis como este.
Alexandre ganhava a vida tocando na noite paraense. No entanto, com a chegada da pandemia do novo coronavírus, viu a sua rotina mudar completamente, como a de muitos brasileiros. "Toco muitos anos na noite, em barzinhos, em aniversários, em velório, missa de sétimo dia, onde me chamam eu estou. Parece inusitado, mas eu tenho sido chamado nessa pandemia para cantar em velórios”, garante.
Ele acredita que a sua trajetória religiosa é que justifica ser chamado com tanta frequência nesse tipo de evento. “É por causa da minha história com a Igreja Católica, sempre cantei em missas, casamentos e também em velórios. Com a pandemia ficaram mais frequentes os velórios”, diz ele.
Na música, ele já fez parcerias com Mahrco Monteiro, com Gleidson Freitas (que é guitarrista e já trabalhou com nomes como Gaby Amarantos), além de outros artistas. Alexandre, que já foi atleta profissional, tem a música como sua principal fonte de renda. Agora, o que ele deseja é voltar aos palcos.
Se você ajudar Alexandre Barros, entre em contato com ele e chame-o para cantar através das redes sociais @cantoralexandrebarros ou pelo celular (91) 8284-4106.
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