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Casa Carmina promove leitura de clássico sagrado feminino

Estudo de “Mulheres que correm com os lobos” é agregador para encontros de mulheres no espaço de terapias.

quarta-feira, 09/03/2022, 11:31 - Atualizado em 09/03/2022, 11:31 - Autor: Lais Azevedo/Diário do Pará

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Estudo de “Mulheres que correm com os lobos” é agregador para encontros de mulheres no espaço de terapias.
Estudo de “Mulheres que correm com os lobos” é agregador para encontros de mulheres no espaço de terapias. | Divulgação

Um clássico dos estudos sobre o sagrado feminino e o feminismo, o livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estés, têm sido o elemento central de encontros promovidos na Casa Carmina. Em um mês tão importante para as mulheres, o espaço dedicado a terapias integrativas convida para a leitura e conversa sobre mais um capítulo, nesta quarta-feira, 9, às 19h, com inscrições prévias e gratuitas através do Instagram. Para o encontro, não é preciso já ter lido ou mesmo possuir o livro.

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“Quando a Casa nasceu, veio junto a proposta de ajudar as mulheres a se libertarem dessas dificuldades [de ter espaços de trabalho inclusivos, um ambiente acolhedor para suas necessidades e bem-estar] e a necessidade de fazer algo para reunir mulheres para conversar. Conversando com minha comadre, a [professora de yoga] Roberta Bordallo, disse que queria fazer algo aqui com ele, gratuito, e pedi ajuda porque ela vinha lendo esse livro há mais tempo, pedi para conduzir os encontros e começamos”, conta uma das sócias do local, Layanna Oliveira.

O grupo acabou tornando-se um dos esteios da Casa. “Cada mês que a gente se encontra e tem as trocas, elas ultrapassam o escopo do livro, não se prendem ao tema do capítulo, mas se abrem para a nossa vivência como mulher. É uma escuta aberta, sem julgamento, algo difícil de a gente encontrar lá fora. Hoje, eu posso dizer que tenho uma rede de apoio muito forte, mas não é a realidade de muitas mulheres, que estão em ilhas nas suas famílias, vivendo uma sobrecarga injusta de cuidado familiar, de trabalho, e ali elas falam e se identificam com outras, encontram apoio”.

Os encontros ocorrem toda segunda quarta-feira do mês, sempre às 19h, sendo necessário apenas enviar o nome previamente para participar. “Ainda tem muita procura, esse grupo é um dos nossos xodós da Casa”, orgulha-se Layanna.

Em “Mulheres que correm com os lobos”, a autora aborda 19 mitos e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, mostrando como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo Clarissa Pinkola Estés, que também era analista, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas a energia vital, diz ela, pode ser restaurada por escavações “psíquico-arqueológicas” até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.

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