Domingos Montagner, o protagonista da novela das 6, “Sete Vidas”, diz que colecionou ao longo da vida amigos, o carinho dos alunos na época em que foi professor de educação física e ainda ganhou uma segunda família: os integrantes do Circo Zanini, que existe há onze anos. No picadeiro, ele encontrou um irmão, o ator Fernando Sampaio. "Somos uma família. O filho dele me trata como tio, e o meu trata ele da mesma maneira. Mesmo não sendo de sangue, somos afetivamente agregados", define.
Talvez um traço que possa ligar Montagner a Miguel, personagem da novela, é o fato de o ator ser apaixonado por motos. "Piloto há 30 anos, não uso carro. Tenho um, mas só uso por causa dos meus filhos", revela. "Carro me irrita, sinto-me acomodado, exatamente o que não sou. Na moto, a sensação é de calma, autonomia, saio a hora que quero, sinto-me mais proativo", afirma, contando que costuma dirigir a moto do Rio para São Paulo e que tem o sonho de fazer uma grande viagem sobre duas rodas. "Quero percorrer o Sul do país de moto", revela.
Responsável por fazer as mulheres suspirarem quando está em cena, Montagner revela que não se sente galã. "Não aceito nenhum tipo de rótulo, pois isso empobrece qualquer pessoa. Se o ator entra para um trabalho achando que é galã, será uma derrota", diz.
"Esse é mais um título que vem de fora, do olhar das pessoas e da mídia. Tornou-se um hábito e uma função dramatúrgica que é boa para divulgar novelas, séries e minisséries, mas não coloco isso como um padrão do meu trabalho", diz o ator, que começou a carreira como palhaço, em 1980. "Fiz minha carreira no teatro, mas sempre fui apaixonado por teledramaturgia".
(Folhapress)
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