Filipe Toledo venceu a etapa do Rio do Mundial de surfe, no domingo (17), na praia da Barra Tijuca, fazendo aquilo que mais gosta: aéreos, manobra em que o atleta salta sobre a onda.
O movimento mais radical da modalidade tem dado resultado, tanto que Filipinho, apesar de estar em segundo no ranking, atrás de Adriano de Souza, o Mineirinho, 28, tem a melhor média de notas da temporada.
O campeão da etapa do Rio está com uma média de 15.67, contra 14.51 de Mineirinho, que foi eliminado na terceira rodada da prova carioca.
Na praia da Barra, Filipinho conseguiu duas notas dez, o máximo que os juízes podem dar. Já são três no total -ganhou outra em Gold Coast, na Austrália, etapa em que também venceu.
"Eu gosto de voar. É minha manobra favorita. Sempre assisto vídeos de especialistas em aéreos. Já ficou fácil para mim", disse Filipinho.
Mas o paulista sabe que o surfe não é feito só de aéreos e que não é possível fazer esse tipo de manobras em todas as etapas.
Em Teahupoo, na Polinésia Francesa, e em Pipeline, no Havaí, por exemplo, os tubos (quando o surfista entra de baixo de uma onda em formato de tubo) são o que realmente contam para os juízes. E é justamente em ondas grandes que Filipinho vai buscar evoluir.
E isso já começa a partir de 7 de junho, quando começa a quinta etapa da temporada, em Fiji.
"Essa é uma onda bem diferente do Rio e todos querem ver como vou me sair lá. Vou testar outras pranchas e treinar bastante para melhorar nesse tipo de onda", disse Filipinho.
Na terceira etapa, em Margaret River, na Austrália, as ondas chegaram a seis metros. E o paulista teve o seu pior resultado na temporada: foi eliminado na segunda rodada
"Com o tempo ele vai ganhar experiência nessas ondas", disse o pai de Filipinho, Ricardo Toledo.
(Folhapress)
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