Os três ginastas acusados de injúria racial contra um companheiro da seleção brasileira foram ouvidos nesta terça-feira (26), no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) de ginástica. A vítima do caso também falou aos auditores.
Prestaram depoimento fechado os ginastas Arthur Nory, 21, Fellipe Arakawa, 21, Henrique Flores, 24. Eles são acusados de publicarem um vídeo com ofensas racistas no aplicativo Snapchat contra o também ginasta Angelo Assumpção, 18. Os quatro saíram do local sem falar com a imprensa.
De acordo com o auditor Felipe Bevilacqua, será produzido um relatório do encontro. O mesmo será encaminhado para a procuradoria, que definirá se o caso será julgado pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) ou pelo STJD.
"O encontro foi positivo, mas a prova de vídeo fala por si só. Esse inquérito tem a finalidade de encaminhar a investigação e o fato para saber pelo depoimento dos atletas e do ofendido se houve injuria, preconceito ou se a situação ficou apenas no limite da brincadeira."
Como o caso ocorreu em uma etapa de treinamentos e não em uma competição, o STJD pode ser impedido de julgar o caso. Porém caberá a procuradoria definir se o período pode ser considerado uma extensão da competição. Caso contrário somente a CBG poderá definir as punições aos atletas.
Após o depoimento, os ginastas se despediram com um abraço, inclusive a vítima, e saíram sem falar com a imprensa.
Os três já estão afastados da seleção brasileira por 30 dias, mas a punição pode durar até a decisão final.
Com o afastamento preventivo eles estão impedidos competir em eventos nacionais e internacionais. Os três também tiveram suspensas a concessão de bolsas e incentivos financeiros.
Após a divulgação das ofensas, os ginastas produziram outro vídeo, pedindo desculpas pelo ocorrido. O atleta Angelo Assumpção, 18, que foi o alvo das injúrias chegou a afirmar que tudo não se passou de uma brincadeira. Apesar da explicação, os atletas foram intimados para que seja apurada uma eventual infração disciplinar.
(Folhapress)
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