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Torcida bragantina dá espetáculo à parte no estádio Diogão

Não foi o resultado que a torcida do Bragantino queria, ainda mais com queda de treinador e com o baixo rendimento da equipe. Ainda assim, faltando quatro rodadas para a próxima fase, o Tubarão ainda está em condições de brigar pela classificação para

Imagem ilustrativa da notícia Torcida bragantina dá espetáculo à parte no estádio Diogão camera Josinaldo do Nascimento e sua filha Maria Flor | Wagner Santana

Não foi o resultado que a torcida do Bragantino queria, ainda mais com queda de treinador e com o baixo rendimento da equipe. Ainda assim, faltando quatro rodadas para a próxima fase, o Tubarão ainda está em condições de brigar pela classificação para a semifinal. Sexto colocado com sete pontos, está a apenas três do Paragominas, o quarto.

Os elogios à cidade e à torcida feitas pelo técnico Hélio dos Anjos ultrapassam a simples política da boa vizinhança. A manhã que antecedeu o jogo foi de uma cidade voltada para o time da casa. As bandeiras do Bragantino eram uma constante nas janelas, assim como os vários modelos de camisa do Braga que eram envergadas pelos moradores da Pérola do Caeté.

“A cidade emana uma energia quando há jogos do Braga que é contagiante. O bragantino gosta muito de futebol e o time acaba capitaneando tudo isso. As pessoas, de certo modo, acabam esquecendo Remo e Paysandu”, comenta Josinaldo do Nascimento (foto), conhecido como Bill, professor do campus local do Instituto Federal do Pará (IFPA)

Natural de Santa Luzia do Pará, ele vive na cidade há 19 anos e deixou para o passado os dias de tunante para adotar a paixão pelo Tubarão. Pai de duas meninas Iara Sá (9 anos) e Maria Flor (2 anos), ele as leva ao estádio sempre em dia de jogos. Nesse sábado, Iara foi desfalque pois foi a um aniversário, deixando a torcida para a irmã caçula.

Momentos antes da partida, assim como na maioria dos estádios, a festa inicia do lado de fora. As charangas esquentam aos pés da estátua do padroeiro da cidade, São Benedito, que de cima observa a batucada, as fantasias e quem festeja por conta. Na festa, um grupo de torcedoras levantam a bandeira das “Tubalindas”, torcida organizada apenas com mulheres que existe há dois anos e hoje tem 48 integrantes para torcer e se proteger.

“Sempre houve desrespeito e machismo, no estádio, então, nem se fala. A gente que sempre frequentava o Diogão resolveu se unir para torcermos juntas e nos protegermos, também”, conta Jeisy Silva, integrante da torcida. “Muitas meninas que nem iam ao estádio com medo da falta de respeito se uniram à Tubalindas para poder torcer tranquilamente”, completou.

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