Você sabe quanto tempo o torcedor azulino ficou sem ver o Remo presencialmente na Série B do Brasileiro? Foram 14 anos e dois meses cravados que os remistas não puderam acompanhar o Leão Azul das arquibancadas. Isso deu 5.053 dias. Após o retorno do clube para a competição nacional, a pandemia ainda atrapalhou bastante os planos do Fenômeno Azul.
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A última partida havia sido realizada no dia 24 de novembro de 2007, no Mangueirão, em Belém, no empate por 1 a 1 contra a Ponte Preta. O tão aguardado reencontro aconteceu no dia 24 de setembro de 2021, na vitória contra o Náutico. No entanto, tudo se tornou um enorme pesadelo para os azulinos. Ao todo, já são cinco jogos com uma vitória, um empate, três derrotas e o risco de ser rebaixado na última rodada dentro do Estádio Baenão.
"É inadmissível o que acontece. Como é possível uma diretoria contratar tantos jogadores que não possuem qualidade para uma disputa de Série B? O torcedor faz sua parte. Compra ingressos, compra camisa, lota o Baenão, apoia o tempo todo e mesmo assim os jogadores não conseguem entregar o mínimo. Matheus Oliveira, Marlon, Lucas Siqueira, Fredson, Arthur, Kevem, Jansen são exemplos de jogadores que não podem vestir a camisa do Remo. Me pergunto o que esses diretores fazem dentro do clube", disse o estudante de engenharia de produção Wander Sousa.

Nesse período, apenas um gol marcado e três sofridos, o que preocupa ainda mais os torcedores. Já são quatro derrotas seguidas. O próximo desafio será contra o Vasco, no Rio de Janeiro. Para encerrar a participação em 2021 na Segundona, o Confiança, em Belém, em um jogo que pode ser de alegria ou de tristeza.
"Estávamos tranquilos. Tudo bem encaminhado. Faltavam poucos pontos para atingirmos os 45 e garantir nossa permanência em 2022, mas uma queda de rendimento começou e agora estamos vivendo essa situação. Espero que a gente consiga permanecer, pois uma queda seria trágica. Voltar para a Série C não está nos planos. Espero que esses jogadores honrem a camisa do Remo nessas próximas rodadas e que os diretores parem de jogar playstation e trabalhem sério, visualizando os erros de 2021. Não podemos terminar o ano sem um centroavante matador, sem um meia que chame a responsabilidade, por exemplo. Vamos terminar a temporada e o Lucas Siqueira não sai do time. O Gedoz não acerta nada. Passamos várias rodadas improvisando jogadores. Total falta de planejamento e respeito da diretoria", disse o torcedor Leonardo Silva.
Como mandante na Série B do Brasileiro, os azulinos disputaram 18 jogos, vencendo sete, empatando três e perdendo oito. Antes do retorno da torcida aos estádios havia vencido seis vezes, empatado duas e perdido cinco, um aproveitamento de 51,28%. Com o Baenão lotado, o rendimento caiu quase pela metade, indo para apenas 26,66%.
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