A novela envolvendo a suspensão do início do Campeonato Paraense de 2023 agita os bastidores do futebol local e um time está de olho nos próximos capítulos, porém quem pensa que é o Paragominas está enganado.
Rebaixado na edição do ano passado ao lado do Jacaré do Norte, o Amazônia Independente também acompanha os acontecimentos envolvendo o assunto, inclusive o seu possível retorno a elite do futebol do Pará, caso a edição deste ano do Parazão fosse disputada por 14 times, como forma de terminar a suspensão da competição.
Procurado pela reportagem do DOL, o presidente do clube e treinador de futebol, Walter Lima diz estar de olho no caso envolvendo a briga judicial.
“Estou acompanhando desde o início do caso. Eu não tenho nenhuma alegria com a situação, pois quando criei um clube foi no sentido de contribuir com o futebol. Eu estou no esporte para somar e querer o melhor, não fico feliz mas o nosso futebol que tem tantas demandas reprimidas, tem que sair do zero implementando a correção e justiça”, afirma.
De forma cautelosa, o dirigente fala sobre as consequências na área jurídica que podem prejudicar a sua agremiação e os times envolvidos, com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
“Nesse momento, todos estão alheios as suas vontades, pois envolve o artigo mais rígido do código desportivo, o 214, e que sem dúvida nenhuma vai ser cumprido, vide o que já ocorreu em casos semelhantes como a Portuguesa, por exemplo”, pontua.
Sobre uma possível participação do clube santareno na edição deste ano, Walter Lima garante que a formação de elenco de jogadores e comissão técnica não será problema.
“Em caso de alteração onde o Amazônia seja intimado a voltar, terei de novamente honrar como sempre fiz e procurarei dar o melhor. Em relação a comissão técnica, não será problema, assim como a formação do elenco de jogadores. Terei de ter sabedoria para buscar parceiros”, pontua.
A Federação Paraense de Futebol (FPF) já se pronunciou sobre a presença de 14 times no Parazão deste ano, de maneira emergencial, a fim de não prejudicar Paysandu e Clube do Remo, que a partir de abril vão disputar o Campeonato Brasileiro da Série C, além de competições nacionais como a Copa do Brasil e Copa Verde.
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